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Alcoa, Intel e desemprego derrubam bolsas de Nova York

SÃO PAULO - As bolsas de Nova York fecharam com forte desvalorização nesta quarta-feira, sob influência negativa de dados de desemprego nos Estados Unidos no mês de dezembro. A pesquisa que antecede os dados oficiais de desemprego no país foi considerada mais uma evidência de desaceleração econômica.

Valor Online |

O Dow Jones fechou aos 8.769 pontos, com queda de 2,72%. O Standard & Poor´s 500 declinou 3%, para 906 pontos, e o eletrônico Nasdaq encerrou com desvalorização de 2,27%, para 8.769 pontos.

O setor privado não-agrícola dos Estados Unidos eliminou 693 mil vagas de novembro para dezembro, respeitando ajuste sazonal. O dado faz parte de relatório disponível na página eletrônica da ADP, empresa que processa folha de pagamentos. O setor de serviços teve o pior desempenho em dezembro, cortando 473 mil vagas. Os setores de produção de bens cortou mais 220 mil postos.

As bolsas americanas já abriram refletindo a piora de humor dos agentes. Além da pesquisa sobre o mercado e trabalho, a gigante Alcoa havia anunciado na noite de ontem um plano de redução de custos que envolve, entre outras coisas, o corte de 13.500 empregos em suas operações globais. A empresa ainda vai reduzir a produção em 18%, fechar plantas, vender de ativos e cortar em 50% os investimentos deste ano.

As ações da empresa fecharam com baixa 9,98% (US$ 10,98). Também declinaram 6,05% (US$ 14,44) as ações da Intel. A companhia revisou para baixo a estimativa de receita para o quarto trimestre de 2008, que deve cair 23% para US$ 8,2 milhões.

Em contrapartida, o aumento do lucro da Monsanto levou os papéis da companhia a uma alta de 17,67% (US$ 86,16). O lucro da empresa mais que dobrou, para US$ 556 milhões, puxado pela demanda por grãos geneticamente modificados na América Latina. Outro destaque de alta veio das ações da GM, que subiram 4,82% (US$ 4,13).

Também desagradou os agentes a previsão de aumento do déficit fiscal dos Estados Unidos para US$ 1,2 trilhão neste ano. O presidente eleito Barack Obama afirmou hoje que o plano de injeção de recursos na economia americana será menor do que o pedido por alguns economistas, de US$ 1 trilhão, mas deve ficar no topo do que era previsto pela sua equipe econômica, algo em torno de US$ 700 bilhões a US$ 800 bilhões, a serem usados nos próximos dois anos para reativar a economia com investimentos e geração de empregos.

(Valor Online, com agências internacionais)

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