SÃO PAULO - Depois de ter anunciado ontem um forte programa de corte de custos, com demissão de pelo menos 13.500 empregados ao redor do mundo, a Alcoa informou nesta quarta-feira, por meio de sua diretoria na América Latina, que no Brasil serão preservados os 6. 200 postos de trabalho que constam da folha de pagamento, embora novas contratações tenham sido congeladas.

"Se, por um lado, não pretendemos fazer novas contratações neste momento, também não temos a intenção de reduzir nosso quadro de funcionários no Brasil, que atualmente é de cerca de 6.200 pessoas", informou em nota Franklin L. Feder, presidente da Alcoa América Latina e Caribe, reforçando as vantagens locais e a confiança nas potencialidades do país.

Segundo ele, embora a gigante do setor de alumínio tenha avisado que cortará em 50% o montante destinado em investimentos neste ano, serão também mantidos no Brasil os projetos de expansão da companhia no Pará, Maranhão e Minas Gerais, além da construção das hidrelétricas de Estreito e Serra do Facão. Segundo ele, esse é o maior investimento já feito em um único país na história da Alcoa.

Em comunicado internacional feito na noite de terça-feira, a Alcoa informou que os investimentos globais da companhia deverão ser cortados em 50%, para US$ 1,8 bilhão, e devem diminuir para US$ 1,5 bilhão após participação de novos parceiros em projetos em andamento.

A empresa reforçou na ocasião que, do total previsto para investimentos no ano, US$ 750 milhões serão feitos nos projetos de expansão da empresa no Brasil. Foram citadas especificamente a refinaria de São Luís (MA) e a mina de bauxita de Juriti (PA), que devem estar concluídas em meados de 2009.

(Com informações do Valor Online)

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