SÃO PAULO (Reuters) - A Alcoa, gigante norte-americana de alumínio que informou na terça-feira um plano para reduzir algo como 13,5 mil empregos diretos em todo o mundo, negou que a decisão tenha reflexos no Brasil, onde atua há 50 anos. Em comunicado à imprensa brasileira, a Alcoa Alumínio S.A., subsidiária da Alcoa Inc., afirmou que a redução de 13 por cento da força de trabalho mundial não afetará a empresa no Brasil.

"Se, por um lado, não pretendemos fazer novas contratações neste momento, também não temos a intenção de reduzir nosso quadro de funcionários no Brasil, que atualmente é de cerca de 6.200 pessoas", disse Franklin L. Feder, presidente da Alcoa América Latina e Caribe, no comunicado.

O executivo acrescentou ainda que a continuidade dos projetos de expansão da companhia poderão, inclusive, criar empregos diretos e indiretos.

A empresa confirmou expansões nas unidades do Pará, Maranhão e Minas Gerais, além da construção das hidrelétricas de Estreito e Serra do Facão.

"A maior prova da confiança da Alcoa nas excelentes perspectivas de desenvolvimento sustentável do Brasil como grande produtor mundial de alumínio é justamente a manutenção desses maciços investimentos no país, mesmo em plena recessão mundial. Essa confiança se deve principalmente à abundância da bauxita e da energia hidrelétrica, limpa e renovável", diz o executivo na nota distribuída à imprensa.

Nesta quarta-feira, a companhia informou que o plano mundial de reestruturação irá afetar 18 por cento de sua força de trabalho na Rússia, onde ela emprega 7,9 mil pessoas.

(Reportagem de Taís Fuoco)

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