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Albright vai representar Obama na cúpula do G-20

Líderes reunidos na cúpula do G-20 neste fim de semana, em Washington, devem propor um pacote de estímulo fiscal global, coordenado entre as 20 nações do grupo. Segundo vários analistas que estão acompanhando as negociações, os líderes devem chegar a um documento genérico de intenções, sem grandes comprometimentos com uma nova arquitetura financeira mundial.

Agência Estado |

Cercado de baixas expectativas, o encontrou ganhou um pouco mais de legitimidade ontem, com o anúncio de que dois representantes do presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, vão participar. A ex-secretária de Estado Madeleine Albright e o ex-deputado republicano Jim Leach - que apoiou Obama na eleição - vão se encontrar com as delegações do G-20 e transmitir os recados à equipe de Obama.

Mas esses representantes não são membros da equipe econômica de transição de Obama, então não se esperam discussões aprofundadas sobre economia. "Existe apenas um presidente dos Estados Unidos de cada vez, então o presidente eleito pediu à ex-secretária de Estado Madeleine Albright e ao deputado Jim Leach que se encontrem e escutem nossos amigos e aliados, representando Obama", disse Denis McDonough, assessor de política externa de Obama.

Até agora, um dos poucos consensos no G-20 é a necessidade de um estímulo em escala global. Esse objetivo apresenta um desafio para algumas nações, principalmente a Índia e, em menor escala, o Brasil, que não têm tanto espaço para expansão fiscal.

"Eles deveriam concordar em um estímulo macroeconômico, deixando para cada país decidir qual é a maneira mais apropriada de se fazer isso, dependendo do espaço para expansão fiscal, para uma política monetária mais frouxa e a inflação em cada país", disse ao Estado Arvind Subramanian, pesquisador do Instituto Peterson de Economia Internacional e ex-vice-diretor de pesquisas do Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Europa e Grã-Bretanha ainda têm muito espaço em política monetária, a Índia também deve apostar na redução de juros porque, com grande déficit do orçamento e com endividamento, não pode afrouxar a política fiscal. O Brasil teria de examinar suas opções porque tem o problema da inflação por causa da desvalorização do real."

Mesmo assim, a reunião está sendo encarada como ponto de partida para o segundo encontro do grupo, que deve ocorrer em fevereiro, já com a participação do presidente Obama. "Esperamos que desse encontro saia uma declaração conjunta dizendo: nós nos reunimos e concordamos que a situação é grave e o mundo precisa de um estímulo fiscal maior", disse Brad Setser, pesquisador do Council of Foreign Relations.

Um plano de intenções de ação sobre o mercado de derivativos, aumento de exigência de capitais em instituições financeiras e reforma das agências de classificação de risco também deve constar das decisões do grupo. Mas nada será muito específico nem deve haver a inclusão de um órgão transnacional de regulamentação, como querem os europeus.

A Casa Branca voltou a expressar desaprovação por aquilo que considera regulamentação excessiva. "Os líderes precisam saber que essas reformas só vão dar certo se foram baseadas em um comprometimento com o livre mercado, economias abertas e competitivas e livre fluxo de capitais", disse Dan Price, assistente da Presidência para assuntos econômicos internacionais, em entrevista, ontem.

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