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A.Latina terá até 2,5 milhões de novos desempregados em 2009, diz OIT

Lima, 27 jan (EFE).- Em 2009, entre 1,5 milhão e 2,4 milhões de pessoas perderão o emprego na América Latina em função da crise financeira mundial, informou a Organização Internacional do Trabalho (OIT) num relatório apresentado hoje em Lima.

EFE |

O estudo indica que a taxa de desemprego nas áreas urbanas crescerá de 7,5% (15,7 milhões de desocupados) - entre janeiro e novembro de 2008 - para entre 7,9% e 8,3% em 2009.

Segundo essas previsões, a região terminará o ano tendo entre 17,2 milhões e 18,1 milhões de desempregados, destaca o relatório "Panorama Laboral 2008: América Latina e Caribe", apresentado na sede da OIT em Lima.

Em entrevista coletiva, o diretor da OIT para as Américas, Jean Maninat, disse que a crise financeira terá um "impacto considerável" sobre as taxas de desemprego e que estas podem piorar "se os Governos não tomarem medidas e aplicarem políticas que permitam minimizar a crise".

A desaceleração da economia - que este ano deve crescer 1,9%, contra a taxa de 4,6% em 2008 - provocará uma queda nas exportações e a diminuição dos preços das matérias-primas.

O relatório da OIT diz ainda que o aumento do desemprego nas economias desenvolvidas reduzirá as remessas de dinheiro à América Latina, que nos países caribenhos e da América Central representam mais de 10% do Produto Interno Bruto (PIB).

Apesar do impacto da crise financeira, Maninat destacou que, graças ao crescimento econômico da região e às políticas de seus Governos, a crise financeira mundial "encontra a América Latina melhor preparada para enfrentá-la".

O funcionário da OIT destacou os esforços da região para reduzir os efeitos da crise, mas recomendou a aplicação de políticas que protejam os desempregados e ajudem na manutenção e na criação de postos de trabalho.

Segundo os dados do relatório, o aumento do desemprego nas áreas urbanas previsto para 2009 representa um retrocesso frente aos avanços obtidos nos últimos cinco anos na região. A título de exemplo, a taxa de latino-americanos sem emprego caiu de 8,3% em 2007 para 7,5% entre janeiro e novembro de 2008.

A avaliação da OIT em 15 países da região reflete que ainda existem diferenças no desemprego em razão do sexo e da idade, haja vista que as taxas são "sempre desfavoráveis para as mulheres e os jovens".

Segundo a OIT, a taxa de desemprego entre mulheres de janeiro a novembro de 2008 foi aproximadamente uma vez e meia vez maior que a masculina.

Já a taxa de desemprego entre os jovens em 2008 foi 2,2 vezes maior que a taxa de desocupação total, destaca o relatório.

De acordo com o estudo, os países que registraram quedas em suas taxas de desemprego entre janeiro e novembro de 2008 foram: Brasil, de 9,5% para 8%; Uruguai, de 9,8% para 8%; República Dominicana, de 15,6% para 14%; Panamá, de 7,8% para 6,5%; Trinidad e Tobago; de 6,3% para 5%, e Venezuela, de 8,7% para 7,5%.

O desemprego também diminuiu no Equador, de 7,8% para 6,8%; Argentina, de 8,8% para 8,1%, e Peru (Lima metropolitana), de 8,8% para 8,6%.

Por outro lado, a taxa de desemprego aumentou no Chile, de 7,1% para 7,9%; na Colômbia, de 11,5% para 11,6%; em Barbados, de 8% para 8,3%, e na Jamaica, de 10,2% para 11%, enquanto na Costa Rica e no México se mantiveram em 4,8% e 4,9%, respectivamente.

O diretor regional da OIT disse desconhecer o impacto que terá o eventual retorno maciço de imigrantes poderá ter sobre os Estados Unidos, já que tudo dependerá das políticas do presidente Barack Obama. EFE watt/sc

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