Assunção - A vice-presidente para a América Latina e Caribe do Banco Mundial (BM), Pamela Cox, disse hoje em Assunção que os países latino-americanos estão melhor preparados para enfrentar a crise dos mercados financeiros nos Estados Unidos.

Cox, que está em visita oficial ao Paraguai, considerou ainda que os países da região se encontram em melhores condições para suportar a "desaceleração do crescimento econômico não somente em relação aos EUA, mas também em comparação com Japão, Europa e os mercados emergentes".

"O impacto da crise financeira pode ser sentido em uma queda da demanda e uma subseqüente queda nos preços das commodities, fator de importância para o crescimento dos últimos anos", indicou a funcionária do BM, durante seu pronunciamento em um jantar na residência presidencial.

Cox disse que a América Latina enfrenta agora o desafio de "manter o crescimento e a redução da pobreza e da desigualdade em um entorno mundial e regional de maior incerteza".

"No caso dos países com laços indiretos com os EUA, e devido ao menor crescimento de Ásia e Europa, o impacto demorará mais para chegar. Na América Latina em geral, espera-se que as taxas de crescimento caiam cerca de 4% em médio prazo", considerou.

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