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BRASÍLIA - O governo de Alagoas obteve hoje o aval da União para elevar sua dívida em cerca de R$ 1 bilhão. De acordo com o governador do estado, Teotônio Vilela Filho, o sinal verde foi possível depois de corte de despesas e aumento de receitas, que abriu um espaço fiscal para o endividamento, extra-limite aos R$ 7 bilhões que o Estado tem rolados com o Tesouro Nacional em 1997.

Ele explicou que haverá uma troca de credor, com aumento de prazos e juros menores. O Banco Mundial (Bird) assume cerca de R$ 600 milhões da dívida alagoana com a União. Assim, Alagoas passa a pagar ao Bird, "num prazo mais dilatado e sem a infame correção do IGP-DI mais 7,5%", comentou Vilela.

Outros R$ 430 milhões serão emprestados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), também a custos menores e prazos maiores.

Vilela citou que para um estado com "os piores indicadores sócio-econômicos do país", como metade da população "abaixo do nível de pobreza", pagar R$ 25 milhões em serviço mensal da dívida com a União é um valor elevado.

"Agora, poderemos passar por uma reestruturação, com atração de investimentos públicos e privados", disse ele. Apesar de ser do PSDB, partido de oposição, Vilela deixou o gabinete do ministro da Fazenda, Guido Mantega, elogiando o governo federal por contribuir "para esse momento de reinserção como membro da federação".

(Azelma Rodrigues | Valor Online)