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Al pode crescer só 0,7%, alerta FMI

O Fundo Monetário Internacional (FMI)prevê que a região da América Latina e Caribe vai crescer 3,2% em 2009, ante 4,6% estimados para este ano. Porém, o FMI faz um alerta para os riscos de crescimento menor da região, de apenas 0,7% no próximo ano, em face da incerteza com os preços das commodities.

Agência Estado |

Os dados estão no relatório do Fundo preparado exclusivamente para o Hemisfério Ocidental, divulgado ontem.

Segundo o FMI, a economia mundial alcançará o "limiar da recessão em 2009". No estudo, o Fundo leva em conta o declínio médio dos preços de commodities em recessões passadas, ou seja, trabalha também com a hipótese de queda aguda de 35% em 2009 ante o nível de preços de meados de 2008, para advertir que o Produto Interno Bruto (PIB) da América Latina poderá crescer apenas 0,7% em 2009, se ocorrer tal queda nos preços.

O nível de recessão para a economia mundial é caracterizado pelo FMI como um crescimento de 3% ou abaixo disso. No Encontro Anual, o Fundo projetou um crescimento global de 3% em 2009, ante 3,9% estimados para este ano. Em 2009, reitera o FMI, a atividade econômica do planeta deve apresentar o ritmo mais lento desde a recessão de 2001/2002.

No relatório, o Fundo Monetário alerta que a defasagem na transmissão dos choques financeiros nos Estados Unidos sugere que os efeitos para a América Latina podem ainda estar a caminho. Segundo o Fundo, "o pico do efeito ocorre depois de 1 ano e meio."

O FMI acrescenta que um choque de atividade econômica nos EUA é transmitido mais rapidamente para a América Latina do que um choque financeiro. Além disso, os efeitos de um choque financeiro nos EUA sobre a América Latina são mais persistentes do que no caso de um choque na atividade. Segundo o Fundo, "a turbulência global representa uma confluência de choques negativos para a região da América Latina e Caribe: congelamento dos mercados de crédito, demanda externa mais fraca e preços mais baixos de commodities".

Segundo o Fundo, "os choques que percorrem o sistema financeiro global são superiores a qualquer um visto nos últimos 70 anos". O FMI também alerta que esses choques podem ter fortes círculos negativos, particularmente para as condições de financiamento.

O documento reitera projeções anteriores, nas quais o FMI prevê que o Brasil vai crescer 5,2% este ano e vai desacelerar para 3,5% em 2009. Ainda segundo o relatório, a Argentina avança 6,5% em 2008 e desacelera para 3,6% em 2009. O PIB da Bolívia sobe 5,9% e 5%, respectivamente, em 2008 e 2009. O Chile avança 4,5% este ano e 3,8% no próximo. A Colômbia cresce 4% em 2008 e 3,5% em 2009. O PIB do Equador cresce 3% este ano e no próximo. O Paraguai avança 5,5% e 4,2%, respectivamente, em 2008 e 2009. Para o Peru, o PIB projetado é de 9,2% em 2008 e de 7% em 2009. A previsão indica que o Uruguai vai crescer 6,5% em 2008 e 5,5% no próximo ano. O FMI projeta ainda um avanço de 6% no PIB da Venezuela em 2008, desacelerando para 2% em 2009.

Diante dos riscos da turbulência global para a América Latina e Caribe, o FMI enumerou uma lista de "prioridades essenciais" para a região. No relatório regional para o Hemisfério Ocidental, o Fundo cita a preservação do sistema financeiro na região como o primeiro item da lista. Na seqüência, a preservação das conquistas no combate à inflação.

Com a expectativa de desaceleração do crescimento e com os preços de commodities em queda acentuada, o FMI reconhece que as preocupações com o aquecimento excessivo e a inflação tornaram-se menos urgentes. O Fundo ressalva, no entanto, que as autoridades vão precisar ficar atentas à preservação da credibilidade da estrutura da política monetária. No ambiente atual, acrescenta o documento, câmbio flutuante em vários países vai continuar atuando como um amortecedor natural para os choques.

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