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Ajuda chega a mais bancos na Europa

Por Elizabeth Piper e Tony Munroe LONDRES/HONG KONG (Reuters) - Bancos europeus fizeram fila nesta segunda-feira para acessar pacotes de ajuda governamentais, elaborados para diminuir os efeitos negativos da crise financeira. O mercado de crédito deu os primeiros sinais de que as instituições financeiras voltaram a emprestar recursos para outros bancos.

Reuters |

As ações nas bolsas de valores do continente subiam mais de 2 por cento e os futuros de Wall Street indicavam uma abertura positiva em Nova York.

As taxas de juros cobradas nas operações feitas entre bancos em dólar e euro caíam, sugerindo que a confiança em fazer negócios com outras instituições estava voltando.

O governo alemão aprovou condições rigorosas para os bancos que fizerem uso do pacote de ajuda de 500 bilhões de euros (674 bilhões de dólares), incluindo limites para o salário de administradores e bônus.

"O critério para remuneração apropriada está baseado em responsabilidades e performance pessoal, condições de negócios e o sucesso e a perspectiva da companhia comparada com outras em sua área", afirmou o governo alemão.

O banco público da Bavária, o BayernLB , estava pronto para solicitar recursos, disse o ministro das Finanças da região. O Commerzbank informou que fará uma avaliação detalhada sobre o uso dos fundos.

No domingo, o governo da Holanda concordou em injetar 10 bilhões de euros no grupo financeiro ING, o que fez com que as ações do grupo saltasse quase 23 por cento.

Na Suécia, o governo detalhou um plano de mais de 1,5 trilhão de coroas (271,5 bilhões de dólares) que irá incluir garantias de crédito e um fundo de ajuda.

Apesar da queda nos juros cobrados nas operações interbancárias, analistas disseram que os temores sobre uma recessão podem conter qualquer processo de recuperação de longo prazo nos mercados.

O governo da China informou nesta segunda-feira que a economia do país --a quarta maior do mundo-- cresceu 9 por cento, em termos anualizados, no terceiro trimestre, abaixo do avanço de 9,7 por cento esperado por analistas. A desaceleração foi provocada pela crise e pelo enfraquecimento do mercado imobiliário.

A economia da Alemanha, a maior da Europa, provavelmente estagnou no trimestre encerrado em setembro, informou o Bundesbank, o banco central do país.

Pela primeira vez em mais de quatro anos, o banco central da Índia cortou inesperadamente a taxa básica de juro para tentar proteger a economia da crise.

O primeiro-ministro indiano, Manmohan Singh, disse: "Nós precisamos nos preparar para uma desaceleração temporária da economia indiana."

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