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Ajuda a montadoras dos EUA pode sair nas próximas horas, dizem democratas

María Peña. Washington, 9 dez (EFE).- Os líderes democratas do Congresso americano esperam contornar nas próximas horas os últimos obstáculos à votação definitiva, até sexta-feira, de um plano de resgate de US$ 15 bilhões às montadoras General Motors (GM), Ford e Chrysler.

EFE |

Para as três fabricantes, que estão mergulhadas em uma grave crise de liquidez e à beira da falência, é imprescindível que o Congresso aprove a ajuda.

No Senado, o líder da maioria democrata, Harry Reid, disse hoje que, entre "esta noite" e "amanhã", muito provavelmente os legisladores chegarão a um acordo com a Casa Branca sobre o empréstimo às empresas.

Reid admitiu que ainda restam dois grandes temas a serem discutidos nas negociações, iniciadas na última sexta-feira.

Fontes do Legislativo disseram à Agência Efe que os obstáculos giram em torno da autoridade que teria o responsável por controlados fundos e acompanhar a reforma do setor. Também falta decidir se a "viabilidade" das empresas seria uma opção ou um requisito para o acesso aos recursos.

Essas pendências refletem a preocupação sobre a forma como GM, Ford e Chrysler devolverão o dinheiro dos contribuintes.

A Casa Branca e os republicanos querem que só recebam ajuda as empresas que comprovarem "viabilidade" a longo prazo.

Reid ainda vai consultar a respeito o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, e tampouco está claro ainda se a votação do plano começará no Senado ou na Câmara de Representantes.

Para aprovar a ajuda, os democratas precisam do "sim" de pelo menos 10 republicanos no Senado, e, sem o apoio de McConnell, talvez o partido não consiga os votos necessários.

A proposta inicial é um fracasso porque "não dá garantias aos contribuintes, que, com razão, esperam que sejamos bons guardiões do dinheiro que ganharam com o suor de seu trabalho e que não pediremos a eles que desembolsem bilhões de dólares a mais", a curto ou longo prazo, disse McConnell.

"Esta proposta não vai muito longe. Não exige prestação de contas nem dos diretores nem do sindicato", declarou.

O plano também não obteve o aval imediato da Casa Branca.

"Não haverá financiamento a longo prazo se não conseguirem comprovar sua viabilidade a longo prazo", disse hoje a porta-voz da Casa Branca, Dana Perino, que seguia para Nova York com o presidente George W. Bush.

As negociações também são acaloradas entre as montadoras e os sindicatos do setor, segundo os quais o colapso de apenas uma das empresas causaria milhões de demissões e repercutiria em toda a economia.

Brian Schneck, presidente do Sindicato de Trabalhadores da Indústria Automotiva (UAW, na sigla em inglês) em Hicksville, Nova York, afirmou que estão em jogo 3,3 milhões de "bons trabalhos" e que o empréstimo beneficiaria a classe média.

Porém, a opinião pública não tem apetite para mais resgates: 54% dos americanos são contra o resgate das montadoras, segundo uma pesquisa divulgada ontem para rede de TV "ABC" e o jornal "The Washington Post".

De acordo com a proposta em debate, o Governo seria o principal "credor" das fabricantes americanas de automóveis e receberia como garantia o equivalente a 20% do empréstimo em ações.

GM, Ford e Chrysler terão até 31 de março de 2009 para provar que são viáveis a longo prazo.

Além disso, as montadoras terão que restringir as indenizações e bonificações aos executivos, terão que se desfazer de seus jatos particulares e não poderão pagar dividendos aos acionistas enquanto estiverem devendo ao Governo.

O empréstimo seria concedido ao longo de sete anos, com uma taxa de juros de 5% nos cinco primeiros anos e de 9% nos dois anos restantes.

Assim que um acordo definitivo for fechado, o próximo passo será definir se os legisladores poderão ou não propor emendas ao plano.

EFE mp/sc

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