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Ajuda à AIG aumenta críticas a pacote de resgate dos EUA

Washington, 10 nov (EFE).- O Governo dos Estados Unidos elevou hoje para US$ 150 bilhões seu investimento na seguradora American International Group (AIG), enquanto aumentam as dúvidas sobre o uso do socorro financeiro aprovado há um mês pelo Congresso.

EFE |

Dessa forma, uma só empresa receberá do Governo George W. Bush tanto dinheiro quanto o distribuído meses atrás a cerca de 130 milhões de contribuintes através de um programa de estímulo econômico adotado em fevereiro, estimado em aproximadamente US$ 160 bilhões.

O Departamento do Tesouro e o Federal Reserve (Fed, banco central americano) anunciaram que empregarão US$ 40 bilhões adicionais para a aquisição de ações preferenciais na AIG, maior seguradora do mundo.

O processo de estatização da AIG começou com US$ 85 bilhões em setembro, e subiu para US$ 123 bilhões em outubro.

Hoje, o Tesouro disse em comunicado que "as novas medidas estabelecem uma estrutura de capital mais duradoura, resolve aspectos de liquidez, facilita a execução do plano da AIG para a venda de alguns de seus negócios (...), promove a estabilidade do mercado e protege os interesses do Governo e dos contribuintes americanos." A ajuda do Governo à AIG no novo plano consiste em um empréstimo de US$ 60 bilhões, investimento de US$ 40 bilhões em ações preferenciais e US$ 50 bilhões em capital, que será usado principalmente para a aquisição de ativos problemáticos, que serão colocados em duas instituições financeiras separadas.

Os US$ 40 bilhões novos virão da ajuda financeira que o Congresso aprovou e que o presidente Bush promulgou no início de outubro, e que chega a US$ 700 bilhões.

Em meados de outubro, o secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, disse que uma parte do montante, US$ 250 bilhões, seria usada para a compra de ações sem voto nos bancos, para que as entidades fortalecessem seu capital e retomassem os empréstimos a pessoas e empresas.

O jornal "The Washington Post" informou na semana passada que os bancos estavam usando mais da metade do dinheiro distribuído até então, aproximadamente US$ 163 bilhões, no pagamento de dividendos a seus acionistas e de compensações a seus executivos.

Uma das novidades do novo plano de nacionalização da AIG, anunciado hoje depois que a empresa divulgou perdas de US$ 24,5 bilhões no terceiro trimestre, é que o Governo restringirá as compensações por demissões e congelará os bônus aos 70 executivos de mais alta hierarquia da empresa.

Quando o auxílio financeiro foi aprovado, as restrições foram ordenadas só para os cinco executivos de mais alta hierarquia nos bancos que sofreram intervenções.

Simultaneamente, a imprensa americana informou hoje que o Governo Bush, mediante modificações do código tributário, concedeu US$ 140 bilhões adicionais em benefícios fiscais aos bancos.

O "Washington Post" afirmou hoje que a modificação no código tributário, determinada pelo Departamento do Tesouro em meio à turbulência financeira, passou quase que despercebida pelos legisladores que aprovaram o socorro financeiro de US$ 700 bilhões.

EFE jab/ab/rr

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