As commodities agrícolas abriram a semana com ganhos, graças ao pacote de ajuda da União Europeia para a Grécia. O acordo estimulou o apetite dos investidores pelo risco e derrubou o dólar no mercado internacional.

As commodities agrícolas abriram a semana com ganhos, graças ao pacote de ajuda da União Europeia para a Grécia. O acordo estimulou o apetite dos investidores pelo risco e derrubou o dólar no mercado internacional. O dólar mais barato é visto como um fator de estímulo à demanda por commodities, já que aumenta o poder de compra de empresas e especuladores que usam outras moedas. Em Nova York, os contratos de açúcar para entrega em maio fecharam com valorização de 0,92%, cotados a 16,54 centavos de dólar por libra-peso, depois de atingir a maior cotação em uma semana e meia (17,37 centavos). Os preços da commodity continuam a dar sinais de acomodação, depois de cair mais de 40% entre fevereiro e março. Em Chicago, os contratos de soja para maio fecharam em alta 0,81%, cotados a de US$ 9,60 por bushel - maior nível de fechamento desde o dia 30. Além do cenário favorável para as commodities, pesou a notícia de que exportadores norte-americanos venderam 120 mil toneladas de soja para a China. A notícia surpreendeu os participantes do mercado, já que os importadores tendem a migrar para a América do Sul nesta época do ano, quando a oferta fica apertada nos Estados Unidos. Problemas logísticos no Brasil e entraves comerciais com a Argentina podem levar a China a buscar soja nos EUA, dizem analistas.
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