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Airbus apresenta plano para diminuir gastos

Paris, 9 set (EFE).- A direção da fabricante de aviões Airbus apresentou hoje aos representantes dos trabalhadores seu novo plano de ajuste que, junto a medidas de economia, prevê um amplo projeto de mudança dos locais de produção para fora da Europa.

EFE |

Em comunicado, a Airbus explicou que divulgou o chamado Power 8 para o sindicato, reunido em sua sede de Toulouse, na França, com o qual a companhia pretende economizar 650 milhões de euros a partir de 2010, e 1 bilhão para o EADS, empresa detentora desta divisão.

O Power 8 inicial, lançado no início de 2007, pretendia economizar com a Airbus cerca de 2,1 bilhões de euros anuais até 2010.

A construtora de aviões ressaltou no comunicado que o plano "não inclui projetos sociais" que possam causar uma redução de funcionários.

Seu presidente, Thomas Enders, afirmou que com este dispositivo e a internacionalização da empresa assegurariam o crescimento, ganhariam "vantagens com custos de estrutura mais baixos e, simultaneamente", apoiariam o emprego e competiriam com a concorrência na Europa.

Enders justificou o plano pelos desafios que imporia à concorrência e aos mercados. "São necessárias mais medidas para conseguir melhorar nossa base de custos e uma eficiência geral", ressaltou.

Já o presidente do EADS, Louis Gallois, detalhou seus projetos para deslocar a atividade para fora da Europa em países de mão-de-obra barata. Segundo ele, o crescimento do mercado é tal que pode ser feito sem questionar as atuais implantações de filiais que continuam sendo modernizadas.

Em declarações ao diário francês "Le Monde", Gallois reconheceu que vai retomar a idéia de implantar uma fábrica na Tunísia para produzir "peças clássicas" e ao mesmo tempo se investirá na França, Alemanha e Espanha para "as produções mais sofisticadas".

Outro dos alvos de implantação é a China "por razões de proximidade ao mercado". Nesse país, o Airbus está terminando uma linha de montagem de sua divisão de aviões A320.

"Devemos reforçar nossa presença na Índia pelo número e a qualidade de seus engenheiros", da mesma forma como o Magreb é interessante "para os produtos clássicos por causa dos custos reduzidos de mão-de-obra", afirmou o presidente da EADS. EFE ac/bm/rr

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