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Ainda não há acordo com UE sobre etanol, diz Amorim

A União Européia oferece uma cota mínima para o etanol brasileiro e o produto passa a fazer parte da agenda da Rodada Doha, na Organização Mundial do Comércio. Mas não ainda da forma que o Brasil desejava.

Agência Estado |

O Itamaraty rejeitou um acordo, alegando que a cota seria apenas metade do que o Brasil quer. A rejeição do chanceler Celso Amorim irritou os europeus.

"Ainda estamos negociando. Não há um acordo ainda", afirmou Amorim. Segundo o governo, a criação de cota não é o ideal, já que representa um retrocesso em relação à tarifa que existe hoje.

O comissário de Comércio da UE, Peter Mandelson, sugeriu a redução da atual tarifa de 40% para cerca de 10%, mas com um limite para as exportações brasileiras.

O cálculo seria baseado no consumo futuro do produto no mercado europeu. Em 2020, a cota para o Brasil chegaria a 1,75 bilhão de litros de etanol. O volume é considerado como insignificante, correspondendo a 5% do consumo do biocombustível na Europa.

"Em um encontro bilateral, eu (Mandelson) e a comissária de Agricultura, Marianne Fischer Boel, deixamos claro que estamos dispostos a negociar um acordo que poderia dar acesso às exportações do Brasil", afirmou Mandelson em seu blog. "Surpreendentemente, dada a importância da questão para Brasília, Amorim pareceu ignorar o valor de tal proposta para o Brasil", disse.

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