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Ainda é cedo para confirmar tendência de queda dos alimentos, alerta IBGE

RIO - Os alimentos continuaram sendo o fiel da balança para determinar o comportamento do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que em agosto registrou inflação de 0,28%, o menor resultado desde o 0,18% de setembro do ano passado.

Valor Online |

Em agosto, o grupo alimentação e bebidas recuou 0,18%, a primeira queda desde junho de 2006, quando houve decréscimo de 0,61%. Com isso, os alimentos deram uma contribuição negativa de 0,04 ponto percentual para o IPCA.

"A gente não sabe se o pior já passou. Para ter certeza do comportamento dos alimentos, precisaremos ver os próximos resultados", ressaltou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).

A técnica do IBGE explicou que o arrefecimento dos preços alimentícios em agosto foi conseqüência principalmente do recuo das cotações das commodities nas bolsas de mercadorias. Para ela, embora tenha havido também um efeito de demanda, ainda é cedo para confirmar uma reversão nas tendências de consumo.

"Certamente a demanda ajudou a segurar alguns preços, mas ainda é cedo para determinar o efeito consumo", acrescentou.

A redução de preços em agosto foi generalizada entre os alimentos. O tomate recuou 36,91%, enquanto a farinha de trigo caiu 4,16%, o óleo de soja diminuiu 3,95% e o feijão preto ficou 1,96% mais barato. Eulina ponderou que, apesar das baixas em agosto, o consumidor não teve a percepção de alimentos mais baratos, uma vez que quase todos acumulam altas expressivas desde janeiro. Como exemplo, o tomate subiu 44% entre janeiro e agosto, a farinha de trigo ficou 18,13% mais cara no período, o óleo de soja avançou 20,53% e o feijão preto aumentou 62,97%.

"Os alimentos, na verdade, ficaram menos caros", frisou Eulina, lembrando que, no ano, os alimentos ainda acumulam alta de 9,58%. De janeiro a agosto, para um IPCA de 4,48%, os alimentos contribuíram com 2,08 ponto percentual. Em 12 meses, para uma inflação de 6,17%, os alimentos responderam por 2,92 ponto percentual.

A técnica lembrou que os não-alimentícios voltaram a pressionar a inflação em agosto, depois de um ano dominado por pressões dos produtos alimentícios. No mês passado, o grupo contribuiu com 0,32 ponto percentual de alta para o IPCA.

"Agosto concentrou reajustes importantes para administrados. Se não fosse isso, resultado poderia ser menor ainda", disse Eulina, lembrando que, em 12 meses, os não-alimentícios sobem 4,12%.

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