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AIG compra parte da empresa de Quiróz, ex-Apex

Um dos maiores fundos de private equity (que compra participação em empresas) do mundo, o AIG, vai fazer um aporte de R$ 60 milhões em um novo negócio no País. O alvo é a empresa de engenharia e construção industrial Advento, do empresário e ex-presidente da Apex Juan Quirós.

Agência Estado |

O contrato prevê ainda a aplicação de R$ 20 milhões na expansão do negócio, no prazo de um ano. O fundo americano já investiu R$ 500 milhões no País, em empresas como Gol, Grupo Providência e Fertilizantes Heringer.

A Advento, criada em 1994, presta serviços de engenharia e técnicos (como climatização e manutenção) em obras industriais e comerciais. Com o capital injetado pelo fundo, a Advento adquiriu a construtora industrial e comercial Serpal, no mercado há 35 anos. Segundo Quirós, a idéia é oferecer, além da construção civil, serviços de engenharia, geralmente subcontratados pelas companhias. "Com a integração dos serviços, pode haver redução de até 15% nos custos para quem contrata", explica. "É uma nova proposta."

No modelo antigo, a Advento realizou 1.320 obras no Brasil e no exterior, como a nova fábrica da Sadia, em Mato Grosso, e os hospitais Amil e Samaritano, em São Paulo. Também atende empresas do segmento farmacêutico, de papel e celulose, cimento, aço e montadoras.

O banco de investimento Credit Suisse também participou do negócio. A instituição foi contratada por Quirós para buscar um sócio-investidor e assessorar a aquisição. Em troca, recebeu uma participação acionária na empresa, de cerca de 5%, segundo fontes de mercado. O ex-presidente da Apex, segundo fontes, ficará com 60% das ações da companhia, e o fundo americano, com 35%.

De acordo com o diretor da AIG, Cristiano Lauretti, o fundo tinha planos de comprar uma construtora no País. "Queríamos encontrar uma empresa que possibilitasse o ingresso em novos mercados e a participação em todos os setores em crescimento no País."

Além disso, segundo Lauretti, o investimento representa uma aposta no crescimento do setor de construção industrial brasileiro. "As grandes companhias do País, tanto nacionais quanto multinacionais, estão aumentando cada vez mais sua capacidade instalada", afirma. Segundo ele, existem poucas empresas de construção civil para atender à expansão do setor fabril.

O segmento, acredita o diretor, tem um potencial semelhante ao da construção residencial, cujas empresas foram responsáveis por boa parte das aberturas de capital na Bovespa nos últimos anos.

Para Quirós, a mudança no modelo de negócios da Advento vai abrir um novo mercado para a companhia. A previsão é que, no ano que vem, o faturamento chegue a R$ 770 milhões. Neste ano, deve ficar em R$ 580 milhões. "Já temos projetos fechados com empresas da área de alimentos, de shopping centers e hospitalar", diz.

A partir do segundo semestre de 2009, Quirós quer iniciar as primeiras obras em outros países, dentro do novo modelo. Segundo ele, a empresa analisa projetos no Chile, Peru e Emirados Árabes.

O objetivo do AIG é abrir o capital da Advento em um prazo de três a cinco anos. O diretor do fundo aposta em uma recuperação do mercado de capitais até lá. "Enquanto isso, vamos fazer a empresa crescer", afirma.

Os principais investimentos do fundo no país abriram capital após o aporte, caso da companhia aérea Gol, Fertilizantes Heringer e Grupo Providência, fabricante de não-tecidos. Recentemente, a AIG anunciou a criação de um novo fundo para investimentos na América Latina, com foco no Brasil, de US$ 692 milhões. Em todo o mundo, o fundo administra ativos de US$ 758 bilhões.

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