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AIE rebaixa previsões de consumo de petróleo

Paris, 5 dez (EFE).- A Agência Internacional de Energia (AIE) revisou hoje para baixo suas previsões sobre a demanda de petróleo no mundo até 2013, devido à crise que reduziu as expectativas econômicas e aos efeitos dos elevados preços do barril em meados deste ano.

EFE |

Em um suplemento excepcional que vem a corrigir seu relatório de julho passado sobre as previsões a médio prazo, a AIE calcula agora que o consumo de petróleo em todo o ano de 2008 será de 700 mil barris diários a menos do que calculava há apenas cinco meses.

A diminuição é de 1,4 milhão de barris diários para as previsões de 2009 e de 2,9 milhões para 2013.

Isso significa que entre 2008 e 2013 o aumento da demanda mundial de petróleo se limitará a em média 1,2% ao ano - cerca de um milhão de barris diários suplementares a cada ano -, de modo que se passará de 86,2 a 91,3 milhões de barris diários.

Esse crescimento se deverá aos países emergentes e em desenvolvimento, que terão um crescimento médio de 3% ao ano (1,2 milhão de barris suplementares) e passarão a totalizar 44,4 milhões de barris diários em cinco anos, frente aos 38,3 milhões previstos neste ano.

Por sua vez, os membros da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) reduzirão seu consumo em 0,4% ao ano (200 mil barris diários a menos) e sua parte passará de 47,8 a 46,8 milhões de barris diários.

Os autores do estudo afirmaram que a correção dos dados de julho se explica, em grande medida, por uma revisão das estimativas da OCDE.

Também insistiram em que persiste uma grande incerteza sobre esses novos números, cuja base são as recentes previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), que agora espera uma progressão da economia mundial nos próximos cinco anos a um ritmo de 3,6%, em vez dos 4,4% que era seu prognóstico há cinco meses.

A AIE reiterou que o arrefecimento na alta da demanda petrolífera mundial não significará o fim da tensão entre oferta e procura que previam para 2011 pela falta de investimentos para aumentar as extrações de petróleo.

No novo cenário, a AIE prevê ainda que as capacidades de produção excedente subirão para cinco milhões de barris diários em 2010, mas a partir de então a margem se estreitará e isso deverá coincidir com uma nova fase de reforço dos preços do petróleo. EFE ac/ab/rr

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