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AIE prevê queda da demanda de petróleo em 2008 pela primeira vez em 25 anos

Paris, 11 dez (EFE).- A Agência Internacional da Energia (AIE) revisou hoje, novamente para baixo, suas previsões sobre a demanda mundial de petróleo, e previu que cairá em 2008, pela primeira vez em 25 anos, devido à atual crise econômica e financeira.

EFE |

"Espera-se que a demanda mundial de petróleo caia em 2008 pela primeira vez desde 1983", segundo o relatório mensal deste organismo sobre a evolução do mercado do petróleo.

Precisamente, acrescenta o texto, a demanda mundial cairá até os 85,8 milhões de barris diários, o que representa uma queda de 350 mil barris a respeito da previsão anterior da agência, e de 200 mil barris diários, a respeito de 2007.

Em 2009, espera-se uma mudança de tendência e um novo crescimento da demanda para 86,3 milhões de barris diários, um número também revisto para baixo (260 mil barris a menos) em relação ao mês anterior.

A agência afirma que a alta de 2009 se baseia nas últimas previsões de recuperação econômica divulgadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em seu relatório anterior, de novembro, a AIE - que reúne os grandes países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) - previa uma demanda de 86,2 milhões de barris para 2008 (300 mil barris a menos do que o calculado em outubro) e de 86,5 milhões para 2009.

Nos países que integram a OCDE, a agência calculou a demanda de petróleo em 47,5 milhões de barris diários em 2008 (1,6 milhão de barris a menos que em 2007) e em 46,9 milhões, em 2009.

A agência lembra que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) retirou 760 mil barris do mercado no mês passado para fazer frente à queda da demanda provocada pela crise e para tentar fazer com que o preço do petróleo suba.

Segundo a AIE, a Opep deveria produzir no próximo ano 30,7 milhões de barris diários no próximo ano (800 mil a menos que em 2008) para equilibrar o mercado.

O cartel deve definir um eventual corte de sua produção, seria o terceiro, na reunião extraordinária que realizará em 17 de dezembro em Oran (Argélia). EFE pi/an

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