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AIE conclama Opep a cortar produção

GENEBRA - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), o cartel do petróleo, precisará fazer um corte substancial na sua produção, para evitar o desmoronamento ainda maior do preço do barril, num cenário em que a demanda global está se contraindo pela primeira vez em 25 anos. É o que sugere a Agência Internacional de Energia (AIE), em relatório publicado esta manhã em Paris.

Valor Online |

A demanda mundial de petróleo este ano cairá pela primeira vez desde 1983, para 85,8 milhões de barris por dia. Em 2009, a demanda se recupera ligeiramente, para 86,3 milhões de barris por dia, mas isso depende em muito de a crise se aprofundar ou não.

O cartel da Opep deve decidir na próxima semana, na Argélia, sobre uma nova baixa da produção depois que o preço do barril caiu de US$ 140 para US 42 em pouco tempo, no rastro da recessão econômica. Para a AIE, a questão não é se, mas em quanto, a Opep cortará sua produção.

A expectativa é de corte de 2 milhões de barris por dia, entre analistas. A Arábia Saudita, maior produtor, já indicou que o preço justo do barril seria por volta de US$ 75.

Mas a a situação é complicada no cartel. A Venezuela e o Irã estão entre os que mais pedem o corte na produção. Só que os dados da AIE mostram que esses dois países, além do Equador e Líbia, diminuíram bem pouco sua produção em novembro. O Brasil produziu mais petróleo que a Venezuela, com 2,38 milhões de barris/dia comparado a 2,35 milhões barris/dia.

A demanda brasileira de petróleo deve aumentar, pulando de 2,45 milhões de barris/dia este ano para 2,54 milhões barris/dia ao final de 2009, segundo a AIE.

(Assis Moreira | Valor Econômico para Valor Online)

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