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AIE: Brasil pode ampliar posição de exportador de etanol

O Brasil tem condições para expandir seu papel de maior exportador de etanol do mundo, avaliou a Agência Internacional de Energia (AIE). O Brasil continuará se beneficiando de vantagens de custos de produção, agricultura e infra-estrutura”, afirma o relatório mensal da entidade, divulgado hoje.

Agência Estado |

Segundo a AIE, a produção global de biocombustíveis deve crescer rapidamente em 2008 e 2009. A agência prevê que a produção mundial de etanol e biodiesel subirá de 1,35 milhão de barris por dia este ano para 1,69 milhão de barris diários em 2009. Desse crescimento, cerca de 50% virão dos Estados Unidos e 25%, do Brasil, os dois líderes desse setor.

EUA

A AIE elevou significativamente a projeção de produção de etanol nos EUA, que é feito a partir do milho. Segundo a agência, a capacidade de produção norte-americana deve avançar de 650 mil barris por dia em 2008 para 880 mil barris diários em 2009. A estimativa anterior para o ano que vem era de 700 mil barris.

Conforme a entidade, os dados de produção mensal dos EUA têm superado as estimativas, com o rápido crescimento da capacidade. Além disso, a nova previsão da AIE considera a lei aprovada pela Câmara em dezembro de 2007, que dá impulso aos combustíveis renováveis.

Petrobras

O desenvolvimento de projetos em águas profundas no Brasil continua sendo o principal responsável pelo crescimento da oferta de petróleo na América Latina, diz o relatório mensal da AIE. A agência lembra que a produção de óleo cru no País tem avançado em 100 mil barris diários por ano nos últimos 10 anos. "O aumento está amplamente baseado nos planos de expansão da operadora estatal Petrobras", afirma a AIE.

A agência diz, entretanto, que a complexidade e a necessidade de capital intensivo provocaram atrasos nos projetos da estatal petrolífera. "Entretanto, incrementos importantes vêm dos campos de Roncador, Marlim Leste e Marlim Sul, além de Golfinho em 2009."

Conforme a AIE, a demanda por petróleo na América Latina está robusta. A agência prevê que o consumo deve ficar em 5,9 milhões de barris por dia em 2008 e 6,1 milhões de barris diários no ano seguinte - acima dos 5,6 milhões de barris em 2007. A trajetória do crescimento pode parecer menos vigorosa do que no Oriente Médio, diz a AIE, pois a atividade econômica em alguns países deve mostrar desaceleração gradual. No entanto, o desempenho "não é irrelevante".

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