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Agronegócio quer adiar pagamento de R$ 5 bi

Por conta da crise financeira, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) encaminhou ontem aos Ministérios da Agricultura e da Fazenda pedido para a prorrogação do prazo de pagamento de R$ 5 bilhões em dívidas de investimento dos produtores rurais que vence na próxima terça-feira. O setor quer estender o prazo para 30 de maio de 2009, contou o superintendente técnico da CNA, Anaximandro Almeida.

Agência Estado |

A dívida que vence na próxima semana faz parte do pacote de renegociação das dívidas do setor rural, que foi aprovado no mês passado, quando o governo sancionou a Lei nº 11.775 dando algum tipo de benefício para R$ 75 bilhões do total de R$ 87,5 bilhões em dívidas.

Para a CNA, a nova prorrogação é necessária porque a crise reduziu a oferta de crédito para os produtores às vésperas do período de incremento do plantio da nova safra.

O argumento da CNA é que, se houver nova prorrogação, medida que depende de decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN), esse dinheiro poderá ser investido pelos agricultores no plantio. "É preciso garantir recursos para que a safra seja plantada", disse Almeida.

Outro pedido é para reclassificação dos riscos dos produtores nas operações de crédito rural, regra estabelecida em 1999. Por lei, quando o produtor prorroga uma dívida, o risco do mutuário aumenta, o que dificulta a liberação de novos créditos. Cálculos da CNA indicam que cerca de 50% dos produtores prorrogaram suas dívidas e estão com dificuldade para obtere novos empréstimos.

A expectativa da CNA é que os pedidos sejam incluídos na lista de medidas emergenciais que o governo prepara para apoiar o setor diante da crise financeira. O ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, informou ontem que conversou na quarta-feira com o colega da Fazenda, Guido Mantega. Na conversa, Mantega disse que estaria de volta à Brasília na quarta-feira da próxima semana e que, então, os dois se reuniriam para tratar dessas medidas.

A Agricultura pede a liberação de pelo menos R$ 10 bilhões para o setor. A metade desse valor seria disponibilizada aos bancos privados por meio da liberação dos compulsórios. Essa parte, segundo o ministro, é "mais fácil". A segunda medida é a venda de dólares para as tradings, com o compromisso de recompra. Essa alternativa permitiria que as tradings, que tradicionalmente financiavam a produção agrícola por meio de compras antecipadas, voltassem a emprestar recursos para os produtores rurais. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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