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Agronegócio defende acordo

O setor agropecuário contrariou ontem a posição defendida pelo governo na Rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). Em carta ao ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, o Fórum Permanente de Negociações Agrícolas Internacionais defendeu a retomada das ambições originais da Rodada, atacou a aliança do Brasil com países defensivos na área agrícola, entre os quais a Índia e a China, e criticou a resistência do País em apresentar concessões mais amplas nos setores industrial e de serviços.

Agência Estado |

A carta teve como foco a reunião de ministros dos 31 países mais influentes da OMC, entre os quais o Brasil, marcada para o dia 21 em Genebra. Agendado depois de uma tentativa de aproximar as posições dos principais sócios da organização, o encontro é decisivo para a Rodada.

Se ele não possibilitar os esperados acordos sobre os capítulos agrícola e de indústria/serviços até o fim de julho, na prática, a Rodada será enterrada pelo processo eleitoral e mudança de governo nos Estados Unidos. O próprio Amorim acredita que, nesse caso, as negociações poderiam ressurgir somente a partir de 2010.

"O setor mais competitivo da economia brasileira não pode ser prejudicado pela resistência à maior abertura comercial de setores de menor competitividade", afirma o texto, elaborado ontem, durante reunião na Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). "Os maiores perdedores, se a Rodada não sair, serão os países mais competitivos na área agrícola, como o Brasil, e os consumidores dos países mais pobres do mundo", disse o presidente do Fórum e da Comissão Nacional de Comércio Exterior da CNA, Gilman Viana Rodrigues.

No texto, o Fórum enfatizou que o agronegócio é responsável por 24% do Produto Interno Bruto (PIB), por 37% dos empregos, por 36% das exportações e pela "totalidade" do saldo comercial. No primeiro semestre, o superávit total atingiu US$ 11,4 bilhões, enquanto o setor agropecuário registrou resultado positivo de US$ 22,3 bilhões. Ou seja, cobriu o déficit do setor industrial.

Nos últimos meses, os países desenvolvidos aumentaram as pressões para que o Brasil e outros emergentes aprofundassem suas propostas de abertura nas áreas industrial e de serviços. Mas, escudado no Mercosul, o País manteve-se irredutível na defesa de uma margem maior de proteção a países em desenvolvimento que compõem uniões aduaneiras.

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