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Agricultores gastam menos adubo sem reduzir produtividade

São Paulo - Com a proximidade do plantio da safra 2008/2009 e os fertilizantes custando praticamente o dobro em relação à safra anterior, agricultores buscam formas de economizar na adubação, sem perder produtividade. Como o produtor Sérgio Donizetti Pavani, que cultiva soja, cana-de-açúcar e amendoim em Jaboticabal e José Bonifácio (SP).

Agência Estado |

Pavani, que quer plantar 400 hectares de soja, conta que o custo do adubo passou de R$ 855/tonelada na safra passada para R$ 1.700/tonelada este ano. "Ainda falta comprar 70% do adubo necessário. Em outros anos, nesta época eu já havia comprado tudo", diz.

Pavani calcula que terá que diminuir a aplicação em até 20% - em vez de aplicar os habituais 400 quilos de adubo/hectare, vai aplicar pouco mais de 300 quilos/hectare -, mas, para não ter a produtividade comprometida, está investindo em análise de solo, reposição de nutrientes por adubação foliar e no plantio direto. A análise de solo, diz, racionaliza a utilização de adubo, tornando a aplicação mais eficiente. "Cada talhão recebe a quantidade exata de nutrientes."

Já a adubação foliar, normalmente complementar na lavoura, é mais barata que a adubação do solo e pode ajudar a compensar a redução de nutrientes na terra. "São gastos 4 quilos de adubo foliar/hectare", afirma. Outra maneira de compensar é fazer o plantio de soja direto na palha de cana, do cultivo anterior. A palha de cana, diz, ajuda a conservar a fertilidade do solo.

O produtor de soja Rogério Cocco Rubin, de Diamantino (MT), diz que a situação é preocupante. Ele aguarda a liberação de crédito para definir o futuro de 391 hectares de soja. Segundo Rubin, o valor do insumo saltou de US$ 380/tonelada para US$ 800/tonelada este ano, na sua região.

"Reduzir a aplicação de adubo seria um plano B, mas não é ideal por causa da produtividade", afirma ele, que costuma aplicar 450 quilos de fertilizantes/hectare e obtém produtividade média de 52 sacas/hectare. "O produtor que possui reservas de adubo no solo e áreas com boa fertilidade pode reduzir a aplicação para 300 quilos/hectare, mesmo perdendo em produtividade. No meu caso, porém, se o solo, que já está no limite, receber menos adubo, terei prejuízo", justifica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo/Agrícola.

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