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Agricultores de países emergentes rejeitam acordo de Doha

Genebra, 21 jul (EFE).- Agricultores e sindicatos de países em desenvolvimento se uniram hoje para denunciarem que preferem que não haja acordo algum na Rodada de Doha - negociação para derrubar barreiras comerciais - enquanto não for obtido um tratado que leve em consideração os interesses das nações pobres.

EFE |

"Temos de parar esta rodada, pois não é uma rodada de desenvolvimento como deveria ser", afirmou Felipe Sabóia, representante da Central Única dos Trabalhadores (CUT).

Sabóia acrescentou que, após sete anos de negociações, não foi constatado que alguém tenha respondido às reivindicações dos trabalhadores e seus estudos indicam que, no caso de o acordo ser assinado, aproximadamente 1,2 milhão de pessoas ficariam sem emprego no Brasil.

"Nenhum acordo é melhor que um mau acordo", declarou hoje em entrevista coletiva Nathan Irumba, secretário-executivo do Instituto de Informação e Negociação do Sul e do Leste da África (Seatini).

Esta frase resumiu o parecer de algumas instituições que quiseram denunciar as atuais negociações da Rodada de Doha por não levarem em consideração os interesses dos países em desenvolvimento.

Trinta países importantes da Organização Mundial do Comércio (OMC) estão reunidos a partir desta segunda em Genebra para tentarem destravar as negociações da Rodada de Doha que começaram em 2001.

Eka Kumiawan, representante da associação Via Campesina, que reúne camponeses de todo o mundo, disse que sua associação rejeita diretamente que a agricultora faça parte das negociações da OMC.

Já o diretor-executivo da Oxfam, Jeremy Hobbs, assegurou que não significa que (os membros do grupo) sejam contra um acordo, mas se opõem a este, pois o que querem é "um acordo decente".

"Queremos a realização de uma rodada que seja justa e que leve em conta os interesses dos países em desenvolvimento", declarou.

Hobbs lamentou o fato de os líderes não terem assumido o comando para "tomarem decisões políticas que resolvam o problema e evitem o colapso de muitos países pobres" apesar de o mundo estar atravessando uma crise de alimentos sem precedentes.

Ele acusou diretamente os Estados Unidos e a Europa de prometerem alguns cortes nos subsídios que, na prática, não representarão mudança alguma.

"EUA e Europa são de uma hipocrisia de desanimar", concluiu. EFE mh/fh/fal

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