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Agricultor evita queixa e pede atenção aos problemas internos

Representantes do setor agrícola apontam acordos bilaterais e investimento em produtividade como o caminho após o fracasso das negociações de Doha. Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, o término infrutífero da Rodada não é o fim do mundo para o setor.

Agência Estado |

Segundo ele, a indústria deve pouco aos acordos multilaterais. "Precisamos avançar para superar questões como a da febre aftosa", diz Camargo. Vencer barreiras sanitárias em países com alto potencial de importação deve ser o principal passo do Brasil agora para alavancar o agronegócio, acredita.

Segundo ele, um exemplo da relevância dessa medida é o mercado japonês, que tem potencial de importação de 1,2 milhão de toneladas. O País não vende para o Japão por questões sanitárias. "A cota oferecida pela União Européia durante as negociações para receber tarifas de importação menores foi de 300 mil toneladas", explicou.

O ex-ministro da Agricultura e presidente do Conselho do Agronegócio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Roberto Rodrigues, acredita que o fracasso da Rodada é um golpe para as organizações multilaterais. "O grande perdedor é a própria OMC (Organização Mundial do Comércio), que se mostrou incapaz de resolver essas questões", afirmou.

Para Rodrigues, o Brasil foi um bom negociador. "Não acho que tenhamos feito nada errado", disse. Sem Doha, ele avalia que o País deve continuar a investir em aumento de competitividade e em acordos bilaterais. "O crescimento das exportações brasileiras nos últimos dez anos se deu por causa da eficiência da nossa agricultura e não por acordos bilaterais ou multilaterais", observou. "Temos de continuar fazendo a lição de casa."

Continuidade

O presidente da Confederação Nacional de Agricultura (CNA), Fábio Meirelles, defende a continuidade das discussões de acordos multilaterais. "Temos elementos para continuar a discuti-los em outros fóruns." A entidade enviou dois técnicos para acompanhar as mesas em Genebra.

Segundo Meirelles, o posicionamento adotado por China, Estados Unidos e Índia nos últimos dias da reunião dificultou o entendimento final. "Foi altamente decepcionante, pois o Brasil faz sua agricultura de forma sólida e produtiva. Fica difícil enfrentar um mercado que subsidia o produtor."

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