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Agora é evitar a depressão

Ben Bernanke, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deu sinais claros de que deve cortar novamente o juro na reunião do dia 16. A taxa já está em 1%, sem reflexos positivos na demanda interna americana.

Agência Estado |

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean Claude-Trichet, que se recusou a reduzir a taxa mesmo quando a recessão se instalava na zona do euro, diz que agora corta. É tarde.

Todos lutam agora para evitar não a recessão, mas a depressão. Um ciclo econômico em que a produção entra em declínio longo e acentuado, provocando queda dos lucros, de investimentos, do poder aquisitivo e desemprego.

A COLUNA NÃO É OTIMISTA

Aqui, Brasília agiu em tempo, mas sem a intensidade e a ousadia que o enorme desafio exige. Leitores exigentes cobram da coluna mais esclarecimentos. Alguns, acusam-me de otimista em relação à economia americana que, atribuem a mim, a afirmação de que ela "pode salvar tudo". Vou tentar esclarecer alguns pontos relativos à crise econômica mundial.

E VEIO A RECESSÃO

Diante da forte resistência da economia real à crise financeira, a coluna acreditava que a recessão ia ser evitada. Bernanke, Henry Paulson (secretário do Tesouro dos EUA) e, nos últimos meses, Alan Greenspan (predecessor de Bernanke) também admitiam isso. Mas a crise financeira estava mais disseminada do que se imaginava e a contaminação da economia real ocorreu com uma rapidez alucinante. Poucos previam isso, e agora, após o choque inesperado, todos procuram evitar o pior.

MAS E OS GOVERNOS?

A coluna quer deixar claro que, ao dizer que os governos demoraram a agir não está afirmando agora que podem evitar a recessão. Ela já está nas principais economias desenvolvidas e ameaçando outras, como a do Brasil. Os trilhões - estima-se em até US$ 7 trilhões - injetados no sistema financeiro não chegaram à economia real. O que devem agora fazer é evitar a depressão. Este é o sombrio quadro atual que tende a se agravar nos próximos meses. Infelizmente, a recessão chegou num momento delicado para o principal personagem desse drama, os Estados Unidos. Ela desabou sobre a economia americana em pleno quadro de sucessão presidencial. Anima muito ver que os conselheiros econômicos do presidente eleito Barack Obama apresentaram a terapia correta: restabelecer o crédito, estimular investimento em produção, socorrer as pessoas endividadas, incentivar a demanda interna.

EUA AINDA SÃO DECISIVOS

Os leitores discordaram também da última coluna, em que descrevemos a dimensão e a pujança do mercado interno americano. Vamos esclarecer. O modelo de sustentação do crescimento com base no dinamismo e expansão do mercado interno, está superado, dizem economistas. E não é só isso. O que está superado é o fato de outras economias, como a européia e a japonesa, não o terem seguido, como o fizeram Brasil e China. Jogaram sobre os EUA toda a responsabilidade da sustentar o crescimento da economia mundial. - O mercado interno americano é essencial para evitar a depressão. Ele não resolve, mas não há outro.Não impediu a recessão, mas pode evitar a depressão.

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