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Agora, Bradesco deve ir às compras

O surpreendente anúncio da fusão de Itaú e Unibanco foi um golpe para o Bradesco, que até então sustentava, com folga, o título de maior banco privado do País.

Agência Estado |

 

Agora, com um valor de ativos R$ 150 bilhões menor em comparação com a nova holding financeira, a instituição terá de acelerar um programa de aquisições para não ficar para trás, afirmam especialistas do setor bancário.

Há até uma lista de possíveis bancos que poderiam ser comprados pelo Bradesco. Um deles é o Banco Votorantim (BV), forte na área corporate e na concessão de crédito consignado e financiamento de veículos, que em junho somada R$ 33 bilhões, destaca o analista da Austin Rating, Luiz Miguel Santacreu. Mesmo assim, o Bradesco teria de correr atrás de outras operações, já que o valor de ativos do BV é de R$ 73 bilhões. O valor do Unibanco é de R$ 178 bilhões.

"Bradesco, assim como Banco do Brasil e Santander, terão de suar a camisa para se aproximar do Itaú Unibanco", afirmou o sócio da Integral Trust, Roberto Troster, ex-economista da Federação Brasileira de Bancos (Febraban).

Outra alternativa para a instituição seria se arriscar no mercado internacional, onde o número de bancos debilitados por causa da crise internacional é grande. "Dessa forma, o Bradesco poderia crescer internamente e no exterior", avaliou o diretor do Instituto de Estudos de Ensino e Pesquisa em Administração, Alberto Borges Matias, professor da USP. Além de Votorantim, o Bradesco também deverá entrar na disputa pela aquisição da Nossa Caixa.

Os especialistas argumentam que, apesar de perder o primeiro lugar no ranking dos maiores bancos privados do País, a situação do Bradesco não é ruim. O banco continua com boa rentabilidade. "Ele deve ter ficado melindrado com o negócio, mas a concorrência entre os dois bancos - Bradesco e Itaú - sempre existiu", afirmou o analista da Lopes Filho, João Augusto Salles.

Para ele, a única certeza do setor, no momento, é que as aquisições vão continuar. "O Bradesco pode até esperar algum tempo para anunciar alguma coisa, mas o potencial de negócios aumentou."

Em nota, o Bradesco afirmou que a fusão entre os dois bancos "amplia a disputa no já competitivo mercado financeiro brasileiro". E completa: " Para o Bradesco e seus clientes, nada muda. A concorrência e a superação de desafios são elementos presentes na história empresarial de sucesso do Bradesco desde sua fundação, em 1943, em meio aos rigores da Segunda Guerra Mundial". Segundo a instituição, a base de sua estratégia vai permanecer a mesma, oferecendo padrão de qualidade aos clientes e acionistas.

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