O presidente da Vale, Roger Agnelli, defende medidas de exceção para enfrentar a crise econômica global. Agnelli tem discutido o assunto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de quem é um interlocutor privilegiado.

Ele sugeriu a Lula a flexibilização temporária das leis trabalhistas, "para ganhar tempo até que a situação melhore", e afirma que aceita abrir mão do próprio salário. Segundo ele, a proposta já foi apresentada também a alguns sindicatos.

Um dos executivos mais bem-sucedidos do País, Agnelli está no comando da Vale desde 2001. Segunda maior mineradora do mundo, a Vale tem faturamento superior a US$ 30 bilhões por ano, emprega mais de 60 mil pessoas e está presente em mais de 30 países. Observador privilegiado do cenário global, Agnelli fala, em entrevista ao Estado das dificuldades e dos planos da Vale para 2009, e brinca ao falar da própria sorte: "Eu pedi a Nossa Senhora, de quem sou devoto, e ela ajudou. Mas eu também corri muito atrás dos meus objetivos."

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Roger Agnelli, presidente do Vale
Roger Agnelli, presidente da Vale

Segundo ele, a Vale está preparada para enfrentar a crise. "Na indústria mundial de mineração, a Vale é a empresa que tem o maior volume de projetos para desenvolver, tem os melhores ativos e o maior caixa do setor." E empresa, segundo ele, investiu muito nos últimos anos e deve continuar assim. Em 2009, a meta é investir US$ 14 bilhões.

Segundo o executivo, estamos vivendo uma situação de exceção e, para lidar com ela, precisamos tomar medidas de exceção. "Eu tenho conversado com o presidente Lula no sentido de flexibilizar um pouco as leis trabalhistas. Seria algo temporário, para ajudar a ganhar tempo enquanto essa fase difícil não passa", afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo .

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