RIO - Os resultados obtidos pela Vale do Rio Doce no segundo trimestre levaram o presidente-executivo da mineradora, Roger Agnelli, a frisar que 2008 deverá ser um ano melhor para a empresa do que 2007, quando a companhia registrou lucro líquido recorde, de R$ 20 bilhões. A companhia fechou os seis primeiros meses deste ano com lucro líquido de R$ 6,827 bilhões, de acordo com as normas contábeis brasileiras.

No primeiro trimestre do ano, a mineradora encarou problemas como um acidente no porto fluminense de Guaíba e as seguidas paralisações do transporte da ferrovia Carajás, por força de invasões, eventos que afetaram o desempenho entre janeiro e março. Desde então, segundo Agnelli, as operações da empresa se mostraram mais consistentes, com recorde de produção de minério de ferro e os benefícios do reajuste de 65% para o produto.

Mesmo as recentes quedas das commodities metálicas foram consideradas normais por Agnelli. Na visão do executivo, depois de bater no teto de US$ 55 mil por tonelada no ano passado, os preços do níquel caíram hoje para a casa de US$ 18 mil por tonelada, mais condizente com a realidade de oferta e demanda no mercado internacional.

Então certamente o ano de 2008 será o melhor ano da história da Vale, tanto em termos de produção, quanto em termos de crescimento de capacidade de produção, e também em termos de resultados, frisou o presidente da mineradora.

Para o executivo, a despeito da crise desencadeada pelo setor subprime nos Estados Unidos, os países que mais demandam a produção da Vale - China e Brasil principalmente - continuam apresentando crescimento robusto.

Vemos um cenário muito positivo para os negócios de recursos naturais no mundo inteiro, afirmou Agnelli. No mês de julho já tivemos um desempenho bem melhor do que a média do segundo trimestre do ano, o que deverá ser o comportamento até o final do ano, acrescentou.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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