SÃO PAULO - O secretário do Tesouro americano, Timothy Geither, deve anunciar ainda hoje como pretende gastar a segunda parcela do programa do governo para ajudar bancos em dificuldades, de US$ 350 bilhões. Matérias da imprensa americana sugerem algumas condições mais duras para as instituições financeiras terem acesso aos recursos federais. O Wall Street Journal (WSJ) reporta, por exemplo, que muitos bancos americanos devem ser submetidos a exames rigorosos para ver se são saudáveis o suficiente para emprestar recursos antes de receberem socorro financeiro adicional. Além de novas injeções de capital em bancos, o Tesouro americano deve contemplar programas para ajudar proprietários de imóveis com problemas e parceria público-privada para aliviar os bancos de ativos ruins. O New York Times (NYT) publicou, por sua vez, que Geithner foi contra estipular limites mais severos para o pagamento de executivos de empresas que receberam ajuda do governo.

"A crise de crédito é real e não acabou", declarou o presidente americano Barack Obama ontem à noite em coletiva de imprensa. Até agora, ele comentou ser ainda muito cedo para saber se haverá a necessidade de mais recursos para resgatar os bancos. Na gestão passada, de George W. Bush, foi apresentado o Programa de Alívio para Ativos Problemáticos (TARP, na sigla em inglês), com US$ 700 bilhões. Metade desses recursos foram gastos na administração de Bush.

(Valor Online, com agências internacionais)

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