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Agentes acreditam em juros menores e DIs ajustam para baixo

SÃO PAULO - As taxas de juros futuros voltaram a apontar para baixo nesta sexta, descoladas da valorização no preço do dólar e das perdas acentuadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Tal comportamento das curvas está alinhado com a visão de que os sinais de deflação mundial e a constante deterioração das expectativas de crescimento acabarão pesando mais nas decisões do Banco Central sobre a Selic.

Valor Online |

Ao final do pregão na Bolsa de Mercadorias e Futuros (BM & F), o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento para janeiro de 2010 apontava baixa de 0,07 ponto percentual, para 14,85%. Janeiro 2011 fechou com perda de 0,06 ponto, para 15,57%, e janeiro 2012 apontava 15,79%, desvalorização de 0,03 ponto.

Na ponta curta, dezembro de 2008 marcava 13,02%, forte queda de 0,30 ponto percentual. Já o DI para janeiro de 2009 perdeu 0,06 ponto, a 13,50%.

Até as 16h15, antes do ajuste final de posições, foram negociados 255.790 contratos, equivalentes a R$ 22,38 bilhões (US$ 9,33 bilhões). O vencimento de janeiro de 2010 foi o mais negociado, com 124.065 contratos, equivalente a R$ 10,65 bilhões (US$ 4,44 bilhões).

Segundo o economista do banco Schahin, Silvio Campos Neto, dada a situação econômica no Brasil e no mundo não seria adequado aumentar a taxa básica de juros brasileira novamente. "Apesar da pressão do câmbio, o mercado começa a chegar a essa conclusão."
Na avaliação do economista, a postura mais correta a ser tomada pelo Banco Central seria manter a taxa básica de juros estável por mais algum tempo e começar a reduzir o custo do dinheiro já no segundo trimestre do ano que vem.

O especialista pondera que alguns fatores, como o câmbio, mantêm a inflação pressionada, mas que a alta nos preços em 2009 certamente será menor do que a observada neste ano. Corroboram para essa expectativa a redução da atividade econômica e a acentuada queda das commodities, que já começa a chegar aos índices de preço no atacado.

Para a semana que vem, a agenda reserva mais uma rodada de indicadores de preço, com destaque para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), espécie de prévia da inflação oficial.

(Eduardo Campos | Valor Online)

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