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Agência pede aumento de valor garantido por depósito nos EUA

Washington, 30 set (EFE) - A Corporação Federal de Seguros de Depósitos (FDIC, em inglês) pediu hoje que o valor que garante os depósitos em cada conta bancária se eleve para mais dos US$ 100 mil atuais de forma temporária, devido à crise financeira. Atualmente, o órgão garante, nos Estados Unidos, os depósitos em cada conta bancária de no máximo US$ 100 mil, mas pediu o aumento para enfrentar uma possível crise de confiança no sistema e para fornecer liquidez extra aos bancos. Em comunicado, a presidente da Corporação, Sheila Bair, afirmou que para combater a crise de confiança (...

EFE |

), seria útil que a FDIC tivesse a capacidade temporária para elevar os limites na garantia de depósitos".

Segundo Bair, "isto reportaria o dobro de lucro de fornecer liquidez adicional aos bancos para os empréstimos e de fornecer tranqüilidade adicional aos titulares de contas acima do limite".

Nos últimos dias, se multiplicaram os apelos para que se eleve o valor, devido à falta de tranqüilidade da população, que teme que a instabilidade no sistema financeiro possa afetar o dinheiro que tem depositado no banco.

Além disso, há também a preocupação das pequenas empresas, que têm mais de US$ 100 mil depositados para efetuar seus pagamentos de salários e provisões.

Tanto o candidato presidencial democrata, Barack Obama, quanto seu adversário republicano, John McCain, pediram hoje que o valor garantido seja aumentado para US$ 250 mil.

O fundo de garantia foi criado por iniciativa do presidente Franklin Roosevelt após a Grande Depressão, em 1929. O valor garantido permanece sem alteração há 28 anos, sem levar em conta a inflação.

Em comunicado, Obama pediu que o aumento dessa garantia seja incluído no plano de resgate financeiro, avaliado em US$ 700 bilhões, que o Congresso tenta aprovar esta semana.

"Pedimos que se eleve o limite da FDIC a US$ 250 mil como parte do plano de resgate, um passo que daria um impulso às pequenas empresas, faria nosso sistema bancário mais seguro e contribuiria para devolver a confiança pública no sistema", sustentou o candidato democrata.

Por sua vez, McCain disse que parte da razão pela qual o plano de resgate fracassou na votação na Câmara de Representantes na segunda-feira foi porque "ainda não se entendeu que os maiores prejudicados são as famílias, as pequenas empresas, essa gente que é o motor" da economia americana. EFE mv/db

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