Os países africanos produtores de algodão mostram preocupação em relação a um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos para pôr fim à disputa em torno dos subsídios. Nos últimos sete anos, governos como o do Benin, Burkina Fasso, Chade, Senegal e outros nove países apostaram na disputa como forma de reduzir os subsídios.

Os países africanos produtores de algodão mostram preocupação em relação a um possível acordo entre Brasil e Estados Unidos para pôr fim à disputa em torno dos subsídios. Nos últimos sete anos, governos como o do Benin, Burkina Fasso, Chade, Senegal e outros nove países apostaram na disputa como forma de reduzir os subsídios. Ainda assim, optaram por não aderir à queixa brasileira. Ontem, Ambroise Balima, principal diplomata de Burkina Fasso na OMC, nem sequer sabia da proposta americana apresentada ao Brasil. O país lidera os governos africanos na pressão contra os americanos e serve como espécie de porta-voz. "Não fomos informados de nada", disse. Ele insiste que o Brasil tem sido um "parceiro fundamental", mas mostrou preocupação em relação a um acordo. A questão é saber se o acordo retirará a pressão sobre os americanos para que acabem com os subsídios. Um entendimento entre Brasil e Estados Unidos foi duramente atacado pela Oxfam International, que auxiliou os países produtores de algodão da África a identificar os subsídios americanos. "O Brasil provou em seu processo que os subsídios ao algodão eram destrutivos e ilegais", disse Romain Benicchio, da Oxfam International. "O governo americano agora tenta ganhar tempo com esse acordo".
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