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Aeroportuários prometem paralisação para o final do ano

Em meio à discussão do governo sobre a privatização de aeroportos brasileiros e a mudança de direção na Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), com a saída de Sérgio Gaudenzi da presidência da estatal, o Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) promete paralisação do setor para este fim de ano. O objetivo é forçar um diálogo com o governo. O projeto de privatização de aeroportos do governo é a principal preocupação da entidade.

Carollina Andrade - Último Segundo/Santafé Idéias |

Segundo o presidente do Sina, Francisco Lemos, o governo tem tomado decisões a respeito da privatização com base em relatórios apresentados pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim, e pela presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Solange Vieira. O governo insiste em não dialogar com o setor. Não estamos conseguindo apresentar as nossas sugestões. Não há espaço para isso. Ele [governo] sempre sai pela tangente, afirmou Lemos. Segundo ele, será convocada uma assembléia para discutir e definir a viabilidade da paralisação nos aeroportos.

Sobre a saída do presidente da Infraero, Lemos acredita tratar-se de uma retaliação a Gaudenzi por ele ser contra a privatização. Assim como nós, o Gaudenzi admite a abertura de capital [para ação de empresas privadas], mas entregar [os aeroportos] Galeão (RJ) e Viracocos (MG) é um erro muito grande, porque o governo está falando em baixar a taxa de juros e manter a economia aquecida neste momento de crise, mas, até onde sei, todos os casos de privatização do mundo elevaram a taxa de juros, alertou.

Durante reunião da Direção Nacional da Central Única dos Trabalhadores - CUT, em Brasília, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, confirmou mudanças na Infraero, mas disse que, por enquanto, a questão da mudança de diretoria não será comentada pelo governo. Vamos ver qual vai ser a política do governo para a questão da privatização de aeroportos, acrescentou nesta quinta-feira.

Gaudenzzi apresentou o pedido de demissão ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, na última terça-feira. Na semana passada, na divulgação de reforços para atender os passageiros durante as festas de fim de ano e férias, Gaudenzi havia garantido tranqüilidade aos viajantes. Durante a crise aérea, desencadeada com a queda do avião da Gol em 2006, os aeroportos foram tomados por filas e atrasos em vôos.

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