Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

AE-Projeções: produção industrial deve variar de -2,7% a -6,2%

A produção industrial brasileira de novembro deverá apresentar importante declínio em novembro, conforme as expectativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo AE Projeções. Na comparação com outubro de 2008, um conjunto de 13 do total de 15 instituições consultadas previu um resultado negativo de 6,20% a 2,70%, com mediana calculada de -4,00%.

Agência Estado |

No confronto com novembro de 2007, as estimativas do total de 15 instituições também ficaram no terreno de quedas, de -5,60% a -2,00%, com mediana de -4,50%. Em outubro, o setor já havia mostrado resultados menos robustos, com uma baixa de 1,70% ante setembro e um incremento de 0,80% sobre outubro de 2007. Os números de novembro serão anunciados amanhã, dia 6, a partir das 9 horas, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Industrial Mensal (PIM).


Em sintonia com um movimento que já era aguardado pelo mercado financeiro, seja
pelo aperto da política monetária conduzida pelo Banco Central ou, principalmente,
pelo reflexo da crise econômico-financeira mundial, a produção industrial nacional,
de acordo com os economistas, deve seguir o que já foi mostrado pelos indicadores
antecedentes. De acordo com os especialistas, um dos principais fatores para as
fortes quedas previstas é o período de férias coletivas concedido pelas montadoras
aos empregados do setor automotivo. Tal medida, influenciou em novembro a
produção do segmento, que caiu 34,40% em relação a outubro. Na comparação
com o mesmo mês do ano passado, houve uma redução de 28,60%.


Na Credit Suisse Hedging-Griffo, a equipe de analistas calculou um declínio de
4,00% para a produção industrial nacional na margem e um decréscimo de 4,50%
na comparação interanual. "A crise internacional e a contração na oferta de crédito,
em especial, no capital de giro, afetaram negativamente vários setores, que tiveram
que liquidar seus estoques e ajustar a produção para baixo, com paralisações e
férias coletivas", explicaram, em comentário distribuído à imprensa e ao mercado.

"Os setores exportadores, bens duráveis, bens de capital e construção civil foram os
mais afetados. De fato, o quarto trimestre de 2008 será marcado por resultados
negativos para a indústria", complementaram.


Mais perto do piso das expectativas, o economista-chefe do SulAmérica
Investimentos, Newton Camargo Rosa, previu baixas de 5,00% para a produção
sobre outubro e de 5,30% sobre novembro de 2007. "O que pesou foi a queda forte
na produção da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos
Automotores) e a queda forte no fluxo de veículos pesados. De quatro indicadores
antecedentes que utilizamos, três tiveram recuos fortes. E isso influenciou a nossa
projeção", afirmou.

Um pouco menos pessimista que os demais colegas, o economista-chefe do Banco
Schahin, Silvio Campos Neto, conta com declínios de 2,80% para a produção
industrial de novembro na margem e de 2,20% na comparação interanual. Apesar
do recuo projetado menor, ele apontou fatores semelhantes aos dos demais
economistas consultados. "Todos os indicadores antecedentes apontam para esta
queda. A produção de veículos, por exemplo, foi bastante fraca em novembro,
quando algumas montadoras concederam férias coletivas", disse. "Os índices de
fluxo de veículos pesados também vieram fracos. O cenário de novembro é
realmente negativo", complementou.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG