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AEI reduz previsão de consumo de petróleo em 2008 e 2009

Paris, 13 nov (EFE).- A Agência Internacional de Energia (AIE) reduziu hoje sensivelmente suas previsões sobre a demanda global por petróleo para 2008 e 2009, principalmente, às expectativas de recessão nas economias desenvolvidas.

EFE |

Em seu relatório mensal do mercado petroleiro, a AIE indicou que o consumo mundial será, este ano, de uma média de 86,2 milhões de barris diários, o que significa 330 mil barris a menos do que calculava em outubro e apenas 0,1% a mais do que o consumo efetivamente registrado em 2007.

A agência, que agrupa os grandes países da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), reduziu também em 670 mil barris diários as expectativas para o próximo ano, que ficam em 86,5 milhões de barris diários, ou seja, alta de 0,4% em comparação com 2008.

Os autores do estudo justificaram a correção de seus números pelas novas previsões do Fundo Monetário Internacional (FMI), que diminuíram em oito décimos a alta da economia mundial para 2009 (para 2,1%) e, sobretudo, porque o FMI prevê que as economias desenvolvidas estarão claramente em recessão.

Para a AIE, a demanda por petróleo dos países da OCDE diminuirá 2,7% este ano, para 47,8 milhões de barris diários, e voltará a cair 1,6% em 2009, para 47,1 milhões. Isso significa, respectivamente, 270 mil e 410 mil barris diários a menos do que há um mês.

Sobre a China, que nos últimos anos foi "um dos principais motores" do consumo de petróleo, a agência reconheceu que há "uma incerteza potencial" sobre em que medida o arrefecimento mundial a afetará.

De qualquer maneira, diminuiu em 180 mil barris diários seu cálculo sobre a demanda chinesa em 2009, que deveria limitar sua progressão em 290 mil barris diários.

Pelo lado da demanda, a AIE ressaltou que ela aumentou em 1,8 milhão de barris diários, para 86,9 milhões, em outubro, um mês em que a contribuição da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) se manteve em 32,1 milhões de barris diários.

Frente ao corte de 1,5 milhão de barris diários que a Opep diz aplicar desde no último dia 1º, os autores do relatório advertiram que, embora os fundamentos econômicos "pareçam fracos, persiste a incerteza" sobre a demanda atualmente.

Também permanece a incerteza sobre o cumprimento do calendário de alguns projetos de extração e os riscos em países produtores sensíveis, como Nigéria e Iraque.

A AIE indicou que as reservas industriais de petróleo se reduziram em 16,9 milhões de barris em setembro em termos absolutos, ficando a 2,64 bilhões de barris, embora com uma revisão de dados precedentes e a diminuição da demanda essas reservas representassem 55 dias de consumo.

Além disso, os dados preliminares de outubro antecipam um aumento potencial de 51,2 milhões de barris que deixariam essas reservas no equivalente de 56 dias de consumo. EFE ac/fh/jp

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