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AE Projeções: Taxa de desemprego em jan deve ficar entre 7,5% e 8,6%

Como vem ocorrendo desde a intensificação da crise financeira internacional com diferentes indicadores macroeconômicos, as estimativas de analistas do mercado financeiro para a taxa de desemprego de janeiro estão bastante amplas. De acordo com um grupo de 12 profissionais consultados, as estimativas para o dado que o IBGE divulgará na próxima sexta-feira, às 9 horas, vão de 7,50% a 8,60%.

Agência Estado |

É preciso ressaltar, no entanto, que este range que ultrapassa a marca de 1 ponto porcentual entre o piso e o teto está bastante concentrado em uma taxa específica: de 7,80%, que também é a mediana da amostragem e foi citada por cinco casas, quase metade do total de instituições consultadas.

Qualquer que seja a projeção confirmada, o nível de desemprego será maior do que o verificado em dezembro do ano passado, quando ficou em 6,80%. É natural que o mercado de trabalho fique mais aquecido no último mês do ano, pois reflete o crescimento da oferta de vagas temporárias criadas com as festas de final de ano. Diferentemente dos números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), de âmbito nacional, o IBGE registra apenas o comportamento do setor nas seis principais regiões metropolitanas do País (Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.).

Segundo analistas, esta diferença metodológica faz com que os números do IBGE revelem menos o impacto da crise porque, nesses locais, a fatia de empregados no comércio e serviços é maior do que na indústria. Outra diferença fundamental entre as duas pesquisas é que o Caged trabalha apenas com números provenientes do mercado formal, enquanto o IBGE inclui informações também dos trabalhadores que estão em atividade, mesmo sem vínculo empregatício.

O economista do JPMorgan Júlio Callegari está com a maioria e conta com uma taxa de 7,80% para o primeiro mês do ano. Apesar de não estar na ponta que projeta os números mais altos, ele salienta que é natural a elevação no mês de janeiro. "Um pedaço relevante dessa alta é sazonal", comentou. O economista do banco de investimentos lembrou que o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, já deu sinais de que o número de demissões em janeiro deverá ser inferior aos 650 mil de dezembro. Mesmo que seja algo em torno de 100 mil demissões, exercita Callegari, será uma quantidade bastante elevada, ou seja, "um dado ruim", até porque, segundo ele, a média do resultado dos últimos cinco janeiros, quando o mundo passava por um período de bonança, é de uma elevação de 110 mil vagas.

Para o economista da LCA Consultores Fábio Romão, a taxa ficará um pouco mais elevada em janeiro, em 8,00%. Ele lembra que este foi exatamente o porcentual registrado em idêntico mês do ano passado. A diferença é que o ponto de partida, no caso, dezembro, registrava níveis diferentes. Em 2007, estava em 7,40% e, em 2008, em 6,80%. "Isso significa que a aceleração no começo deste ano será mais intensa do que a de dezembro de 2007 para janeiro 2008", comparou. Com ajuste sazonal, a passagem que deve ser vista de 6,80% para 8,00% equivale uma transformação de 7,90% para 8,30% no período, segundo Romão. "Mesmo eliminando a sazonalidade, a taxa vai acelerar de qualquer jeito", avaliou. (Célia Froufe e Francisco Carlos de Assis)

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