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Advent compra rede Frango Assado

Após 18 meses de negociações, a International Meal Company (IMC), controlada pelo fundo Advent, finalmente conseguiu comprar a rede Frango Assado, com 12 unidades espalhadas pelas rodovias de São Paulo. A operação é avaliada em R$ 170 milhões.

Agência Estado |

A Frango Assado é a terceira aquisição no setor de restaurantes feita pelo Advent desde o ano passado. A primeira foi o Grupo RA, que tem concessões de restaurantes em aeroportos. Seis meses depois, veio a rede Viena.

Antes de assinar o acordo, a IMC "olhou" mais de 30 negócios na área e chegou perto de comprar as redes Almanara e Galetos. A grande dificuldade era encontrar cadeias de restaurantes com faturamento acima de R$ 100 milhões. A Frango Assado fatura pelo menos duas vezes mais que isso, mas a barreira ali era outra.

Ao contrário da maioria dos empresários do ramo, a família Mamprim não queria colocar à venda o negócio fundado pelo avô nos anos 50. Só para marcar a primeira reunião, os executivos da IMC esperaram três meses.

"Eles inventaram um produto que tem apelo massivo e ainda está subdesenvolvido. É fácil replicar o modelo em todo o Brasil", afirma um dos sócios do Advent, Martin Escobari.

O plano da holding é abrir entre duas e três unidades do Frango Assado até o fim de 2009 em São Paulo. "A partir do ano seguinte, vamos começar a expansão no Estados vizinhos, como Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro", conta o presidente da IMC Brasil, Peter Furukawa. "Se compararmos o Brasil com outros países, percebemos que o País está mal servido em redes de restaurantes e postos de estrada."

Diariamente, mais de cinqüenta mil consumidores passam pelas unidades da rede. Ao longo dos anos, a Frango Assado criou uma clientela cativa. São famílias, normalmente das classes A e B, que param nas lojas para abastecer, usar seus banheiros - os donos se orgulham de ter instalações melhores que a dos aeroportos - e comer os pães e salgados de aspecto caseiro. "O público sabe que não vai ter surpresa. O banheiro impecavelmente limpo foi uma sacada que eles tiveram muito tempo atrás", diz o consultor Marcelo Cherto. "Os donos são caipiras, têm cara de bobo, mas são muito espertos e bem informados. A cozinha central deles é espetacular. Ninguém imagina que todos aqueles salgadinhos saem de máquinas ultramodernas, e não das mãos de uma vovó."

Essa, aliás, foi uma das surpresas dos executivos do Advent. "Eles são caipiras na física. Na jurídica, são muito mais antenados do que imaginávamos. Se você conta de um restaurante de rodovia que viu em Stuttgart (Alemanha), eles mostram que conhecem e dizem o que funciona ou não nesses modelos", diz Escobari.

A Frango Assado nasceu por acaso. Na década de 50, José Mamprim vendia frutas e verduras em uma barraca na Rodovia Anhangüera. Quando os clientes passavam na hora do almoço, sentiam o cheiro do frango que a mulher preparava para o comerciante aos domingos. Aos poucos, o frango começou a fazer mais sucesso que os outros produtos. "Embora seja familiar, é um negócio redondo e bem administrado. A família criou um conselho para discutir os assuntos mais estratégicos e só deixou no dia-a-dia aqueles que conheciam bem a operação", diz Cherto. Os Mamprim terão a opção de reinvestir o dinheiro para virar acionistas minoritários da IMC.

A holding de alimentação do fundo deve fechar o ano com um faturamento de R$ 500 milhões e 150 lojas, sendo 48 novas unidades do Viena (entre restaurantes e cafés) e três do RA, que tem no portfólio marcas como Brunella e The Collection Steakhouse & Sushi Bar. Na América Latina, a IMC também controla as redes La Mansión e Bistrot Mosaico, do México, e Empresas Santana, de Porto Rico. A IMC pretende promover um intercâmbio entre os países. Ainda neste ano, deve abrir três unidades do Viena no México e em Porto Rico. O Bistrot Mosaico, de comida contemporânea francesa, deve estrear em São Paulo em 2009.

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