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Adiamento de decisão sobre Oitava Rodada surpreendeu petroleiras, diz IBP

RIO - O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), João Carlos De Luca, revelou que a decisão tomada ontem pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) de adiar a retomada da Oitava Rodada de Licitações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) surpreendeu a indústria petroleira no Brasil. Segundo ele, os integrantes do IBP esperavam que o reinício a rodada, suspensa desde 2006, fosse definido ontem.

Valor Online |

Na reunião de ontem ficou definido que haverá um encontro extraordinário dos integrantes do CNPE dentro de 30 dias para que seja decidida realização da Décima Rodada, na qual serão licitados campos terrestres, em águas rasas e novas fronteiras, o que exclui o pré-sal. Sobre a Oitava Rodada, não deve haver decisão antes de dezembro.

Menos mal que a Décima Rodada pelo menos foi autorizada, frisou De Luca, que participou hoje do seminário Rio além do petróleo, na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na visão do executivo, é importante a sinalização de que deve acontecer uma rodada ainda este ano. Mas maneira mais fácil de garantir uma rodada esse ano seria retomar a Oitava Rodada, ponderou De Luca, lembrando que uma rodada completamente nova pode trazer dificuldades de prazo com relação às autorizações ambientais para licitação dos blocos.

O presidente do IBP ressaltou que a exclusão dos campos do pré-sal na Décima Rodada não reduzirá o interesse das petroleiras na licitação, embora admita que os campos que devem ser oferecidos pela ANP não deverão atrair tanta atenção das maiores empresas do setor. Há empresas que não têm estrutura e não têm interesse de ir para offshore, avalia.

De Luca também voltou a bater na tecla de que o atual modelo de concessão pode cumprir o objetivo de aumentar a apropriação da renda petroleira por parte do estado, sem comprometer o interesse das companhias pelo Brasil.

O atual marco regulatório pode abrigar alterações que o governo quer fazer no sentido de captar mais da renda petroleira. O modelo de concessão pode ser adaptado para isso, disse.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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