Tamanho do texto

O Itamaraty garante que tomou a decisão de apoiar um pacote na Organização Mundial do Comércio baseado no interesse nacional. Ontem, o chanceler Celso Amorim justificou sua decisão de ter sido o primeiro País a aderir ao pacote da Organização Mundial do Comércio (OMC) para salvar a Rodada Doha e de se distanciar da posição de uma grande parte dos países emergentes.

A iniciativa gerou surpresa entre outros países emergentes, que continuam rejeitando o pacote que prevê cortes de tarifas e de subsídios nos países ricos. Mas também exige a redução de medidas protecionistas nos países emergentes. "Apoiamos o pacote porque consideramos que é o melhor para o Brasil e para o Mercosul. Se apoiasse posições extremadas, teria que trair interesses brasileiros e de sócios como Paraguai, Uruguai e mesmo a Argentina", justificou Amorim.

Na avaliação do Itamaraty, os sinais dos países ricos foram suficientes para que o Brasil pudesse aderir ao pacote, admitindo que os exportadores nacionais teriam ganhos em áreas importantes e que esperava um acesso novo nos mercados ricos para o etanol como resultado da Rodada.

Na prática, a decisão do Brasil colocou o país do mesmo lado que americanos, europeus e mesmo de alguns latino-americanos, como Chile, Peru, Colômbia, Uruguai e Costa Rica.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.