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Adaptação às mudanças do Clima domina discussões

Nos três primeiros dias da 14ª Conferência do Clima das Nações Unidas em Poznan, Polônia, as atenções foram voltadas à adaptação às mudanças climáticas. Projeções do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados indicam que as alterações climáticas devem forçar 250 milhões de pessoas a migrar nas próximas quatro décadas.

Agência Estado |

"As mudanças climáticas vão se transformar na maior razão para imigrações", explicou ontem José Herrera, um dos coordenadores da agência. "Não é um problema ambiental, mas humano. Já estamos sofrendo os efeitos." Para evitar o caos demográfico, sustenta a ONG Estratégia Internacional para Redução de Desastres (ISDR), US$ 50 bilhões devem ser investidos por ano em medidas de adaptação.

O tema foi objeto de conferência à parte promovida pela Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. Artur-Runge Metzger, diretor da Unidade de Estratégias Climáticas da Comissão Européia, reconheceu a urgência da questão. "Está na hora de concluirmos a criação do Fundo de Adaptação."

O foco das discussões é sintomático: enquanto as negociações sobre linhas gerais pós-Protocolo de Kyoto esbarram nos interesses econômicos, resta à comunidade internacional se preparar para os efeitos do aquecimento. Esse é um dos argumentos da delegação dos EUA, que se mostra atenta ao tema.

"As metas de redução das emissões de dióxido de carbono, por exemplo, dependem de muitas negociações. Não são um tema consensual", argumentou, na terça-feira, Harlan Watson, chefe da representação americana. Já as medidas de adaptação, diz o executivo, são menos rejeitadas.

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