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Acusação contra Goldman Sachs continuar a ter peso sobre as bolsas

SÃO PAULO - Apesar de ter ensaiado uma virada de sua trajetória, acompanhando o desempenho do mercado americano, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a operar com maior força no vermelho, na linha dos 69 mil pontos. Por volta das 12h25, o Ibovespa, que oscilou entre 68.793 pontos e 69.

Valor Online |

SÃO PAULO - Apesar de ter ensaiado uma virada de sua trajetória, acompanhando o desempenho do mercado americano, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a operar com maior força no vermelho, na linha dos 69 mil pontos. Por volta das 12h25, o Ibovespa, que oscilou entre 68.793 pontos e 69.431 pontos, recuava 0,53%, aos 69.052 pontos. O volume financeiro negociado era de R$ 6,232 bilhões. Em Wall Street, as bolsas, que chegaram a operar em alta após a abertura negativa, voltaram a cair. Há instantes, o índice Dow Jones perdia 0,08%, enquanto o Nasdaq tinha baixa de 0,48% e o S & P 500 cedia 0,18%. Na avaliação do assessor de investimento da corretora Souza Barros, Luiz Roberto Monteiro, o mercado segue refletindo a acusação de fraude feita pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) ao Goldman Sachs. "Este é o fator mais importante para a queda da bolsa. O grande problema é a desconfiança em relação a outros bancos. Voltam as preocupações com as instituições americanas e europeias e a notícia ainda vai trazer um pouco de turbulência, já que o mercado fica com um pouco de aversão a risco à renda variável", comentou. Segundo o assessor, o vencimento de opções sobre ações que ocorre nesta segunda-feira não está afetando o movimento do mercado brasileiro. "Como a bolsa caiu tanto na última semana, e hoje também, não haverá briga entre comprados e vendidos, que estão levando vantagem", pontuou Monteiro. Num dia de agenda esvaziada, ficaram em segundo plano no cenário externo o resultado trimestral do Citigroup e os indicadores antecedentes dos Estados Unidos. O índice, apurado pelo instituto Conference Board, teve alta de 1,4% em março, seguindo elevação de 0,4% em fevereiro e de 0,6% na abertura do ano. O indicador sugere a direção da economia nos próximos três meses a seis meses. No front corporativo doméstico, as blue chips operavam em sentidos opostos, em meio à baixa dos preços das commodities. Há pouco, os papéis PN da Petrobras subiam 0,54%, a R$ 33,13, com giro financeiro de R$ 294,8 milhões, enquanto as ações PNA da Vale recuavam 0,29%, a R$ 50,42, e volume de R$ 412,2 milhões. Enquanto os papéis PNA da Vale declinavam , os ON lideravam os ganhos do Ibovespa, com elevação de 2,64%, a R$ 60,08, seguidos pelas ações ON da OGX Petróleo, com valorização de 2,09%, a R$ 18,49, e Eletrobras PNB, com alta de 1,35%, a R$ 31,32. No sentido oposto, os papéis TAM PN diminuíam 4,07%, a R$ 30,60. As cinzas provenientes da erupção de um vulcão na Islândia, que fecharam o espaço aéreo europeu, seguem afetando os voos de companhias aéreas que operam no Brasil. Também em queda, as ações PN da Telemar e PNA da Telemar Norte Leste cediam, há pouco, 2,92% e 2,86%, respectivamente cotadas a R$ 28,54 e a R$ 48,87. Ainda no cenário corporativo, a construtora e incorporadora Rossi reportou a marca recorde de R$ 842 milhões em vendas contratadas no primeiro trimestre de 2010. O montante supera em 146% o total de R$ 342 milhões vendido no mesmo período do ano passado. A empresa também anunciou que teve lançamentos de R$ 722 milhões, em valor potencial de vendas, nos três primeiros meses deste ano, superando em 350% os R$ 161 milhões do primeiro trimestre de 2009. Há instantes, as ações ON da Rossi cediam 0,96%, a R$ 12,32. Além disso, a América Latina Logística (ALL) terminou o primeiro trimestre de 2010 com lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 296,5 milhões, um crescimento de 19% perante os R$ 249,1 milhões apurados em mesmo intervalo do ano passado. De acordo com o balanço prévio apresentado hoje pela companhia, o volume transportado atingiu 8,975 bilhões de TKU (toneladas por quilômetro útil), com elevação de 4,3% perante os 8,602 bilhões de TKU dos três primeiros meses de 2009. Os resultados não são auditados e podem ser revistos pelos auditores. As units da ALL caíam, há pouco, 1,87%, a R$ 15,19. No mercado brasileiro, o saldo de atuação do investidor estrangeiro na Bovespa caiu pelo quinto dia seguido. No acumulado até 15 de abril, período em que o Ibovespa subiu 0,22%, as compras do não residente superaram as vendas em R$ 526,3 milhões. Apenas na quinta-feira, entretanto, o estrangeiro retirou R$ 48,3 milhões no mercado, o que contribuiu para a baixa de 0,72% do Ibovespa naquele dia. No ano, o resultado da atuação do investidor internacional na bolsa brasileira segue positivo em R$ 526,1 milhões. (Beatriz Cutait | Valor)
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