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Açúcar Guarani receberá R$ 193 milhões da Tereos

A Açúcar Guarani, uma das maiores processadoras de cana-de-açúcar e produtoras de açúcar do Brasil, anunciou que fará um aumento de capital que pode chegar a R$ 309 milhões. A francesa Tereos, controladora da companhia, já garantiu que fará um aporte de R$ 193 milhões, proporcional à sua participação no capital.

Agência Estado |

Se os minoritários não seguirem o aumento proposto, isso significa que o grupo francês vai aumentar sua participação na empresam, que é hoje de 62,4%.

De acordo com o diretor presidente da Guarani, Jacyr Costa Filho, a deterioração do mercado de crédito nos últimos 2 meses levou à decisão de uma chamada de capital. "Era a decisão mais acertada para obter capital de giro sem arcar com os custos elevados de um empréstimo junto aos bancos", disse. O executivo afirma que os bancos estão mais restritivos com empresas que operam com commodities em geral. "Quanto maior a volatilidade do mercado, maior o risco e maior o custo de capital."

Costa explica que, apenas com os recursos de R$ 193 milhões que serão injetados pela Tereos, a empresa passará dois anos sem ter necessidade de ir ao mercado financeiro. A proposta será avaliada em reunião no dia 2 de fevereiro.

"Ainda não sabemos qual será o volume do aporte. Se aprovado, os recursos começam a chegar a partir de 6 de março", disse. Costa estima que os acionistas minoritários irão participar da chamada de capital porque o preço proposto é atraente. "O preço da ação indicado é de R$ 2 por ação, calculado a partir da média de 90 dias de negociações na Bovespa e com a aplicação de um deságio de 25% sobre essa média", disse.

Costa também afirma que esse aporte não será utilizado para novos investimentos, mas para manter a empresa estável e fortalecida para atravessar o ano de 2009, que será "mais turbulento". "A Guarani quer estar dentro dos 20% das empresas do setor mais bem posicionadas", diz.

Em outubro, a Guarani já havia obtido um empréstimo de US$ 220 milhões com a Tereos para auxiliar a empresa a atravessar o momento de escassez de crédito. À época, a empresa explicou que os recursos seriam utilizados para substituir uma dívida cara de curto prazo que a Guarani possuía no mercado.

Além do empréstimo, a Guarani também conseguiu rolar, em setembro, dívidas de US$ 60 milhões que possuía de pré-pagamento de exportação para um prazo de três a cinco anos.

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