Apesar do cenário favorável para a alta das commodities, os preços futuros do açúcar voltaram a despencar ontem. Na bolsa de Nova York, o contrato com vencimento em maio, mais líquido, fechou o dia com desvalorização de 5,93%, cotado a 18,24 centavos de dólar por libra-peso - menor nível de fechamento em oito meses.

O mercado tem sido afetado pela escassez de demanda depois que os preços romperam a barreira dos 30 centavos de dólar por libra-peso, há menos de dois meses. Além de não realizar novas compras, à espera da moagem da nova safra brasileira, importadores estão renegociando contratos firmados quando as cotações estavam nas máximas.

Apesar disso, de modo geral, o desempenho das commodities agrícolas foi positivo. Também em Nova York, os contratos de café para entrega em maio fecharam em alta de 1,3%, cotados a 132,75 centavos de dólar por libra-peso. Na Bolsa de Chicago (CBOT), a soja para maio avançou 1,61%, para US$ 9,45 por bushel.

Os preços foram impulsionados principalmente pela queda do dólar, movimento que favorece as commodities na medida em que aumenta o poder de compra de importadores e especuladores que usam outras moedas. A valorização do petróleo (+2,36%) em Nova York também exerceu influência positiva, especialmente sobre os grãos usados como matérias-primas para produção de biocombustíveis.

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