O ciclo de alta de juros iniciado pelo Banco Central (BC) no mês passado para reduzir o ritmo de consumo ainda não teve efeitos práticos no dia a dia do comércio. As consultas para vendas financiadas cresceram 14% na primeira quinzena deste mês em relação ao mesmo período de 2009 e atingiram, na comparação anual, o maior nível desde setembro 2008, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

O ciclo de alta de juros iniciado pelo Banco Central (BC) no mês passado para reduzir o ritmo de consumo ainda não teve efeitos práticos no dia a dia do comércio. As consultas para vendas financiadas cresceram 14% na primeira quinzena deste mês em relação ao mesmo período de 2009 e atingiram, na comparação anual, o maior nível desde setembro 2008, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Em setembro de 2008, quando a crise ainda não tinha afetado as linhas de crédito, o volume de consultas teve um acréscimo de 16,6% na comparação anual.

"O efeito dos juros no varejo será sentido dentro de seis meses", afirma o economista da ACSP Emílio Alfieri. Ele observa que nesse resultado pesa uma base de comparação muito fraca, que foi maio de 2009. Mas ele pondera que as vendas de TVs por causa do Copa do Mundo e o Dia das Mães impulsionaram o volume de negócios, apesar da elevação dos juros, já que os prazos longos foram mantidos.

A pesquisa revela também que a solvência dos consumidores que optam pelo crediário melhorou. O volume de carnês inadimplentes caiu 2,4% nos primeiros quinze dias deste mês ante igual período de 2009 e a renegociação de dívidas em atraso aumentou 4,2% na comparação anual. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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