O otimismo do consumidor brasileiro se manteve estável em julho, com o Índice Nacional de Confiança (INC) marcando 138 pontos no mês. O indicador, calculado pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e pelo Instituto Ipsos, se encontra neste nível desde maio, oscilando dentro da margem de erro de três pontos porcentuais.

De acordo com o presidente da ACSP, Alencar Burti, a segurança no emprego tem sido a grande responsável pelo otimismo do brasileiro. Ele destaca que 41% dos entrevistados consideram-se confiantes em sua permanência no trabalho pelos próximos seis meses.

A Região Norte/Centro-Oeste, à frente no agronegócio, é a mais otimista, com 158 pontos, enquanto a Sul registrou a pior marca (114 pontos) em julho, mostrou o levantamento. O Nordeste, com 126 pontos, apresentou a maior queda do INC: foram cinco pontos na comparação com o mês anterior. Na avaliação de Burti, a variação pode ter sido provocada pela alta no preço dos alimentos. "Ela pesa mais no bolso do consumidor da região, que tem um salário médio relativamente mais baixo", observa.

Os brasileiros estão otimistas em relação às finanças pessoais, avalia Burti. Para 58% dos entrevistados, sua condição financeira vai melhorar nos próximos seis meses, contra 8% que acreditam numa piora.

O levantamento mostrou que 31% dos entrevistados estão dispostos a comprar bens de maior valor, como imóveis ou carros. Já para adquirir artigos de custo inferior, como eletrodomésticos, fogões, geladeiras e TVs, 45% declararam-se dispostos.

O INC vai de 0 a 200 pontos, indicando otimismo acima dos 100 e pessimismo abaixo desse número.

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