Duas em cada três (66%) empresas trabalham com site próprio para divulgação de suas marcas e apenas 17% aderiram ao universo das redes sociais na internet. É o que mostra levantamento divulgado nesta segunda-feira pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP).

Duas em cada três (66%) empresas trabalham com site próprio para divulgação de suas marcas e apenas 17% aderiram ao universo das redes sociais na internet. É o que mostra levantamento divulgado nesta segunda-feira pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Realizado em janeiro com gestores de 500 empresas paulistas de diferentes segmentos, o estudo revela que a maioria dos negócios que aderiu a redes sociais optou pelos canais mais conhecidos: os sites de relacionamento Orkut e Facebook e a rede de microblogs Twitter. Entre os segmentos pesquisados, as instituições financeiras são as que mais aderiram às redes sociais, contando com participação de 26% das companhias. Logo atrás, fica o setor de serviços, com 21%. Figuram ainda os segmentos de comércio atacadista (17%) e indústria (15%). No fim da lista, o comércio varejista é o que menos faz uso das plataformas, contando apenas com 12% das companhias. O estudo aponta que as pequenas empresas do Estado de São Paulo foram as que mais aderiram aos sites de relacionamento: 24% possuem cadastro nas redes. A coordenadora da pesquisa e superintendente de marketing da ACSP, Sandra Turchi, reconhece que o número de companhias nas redes sociais ainda é incipiente, mas vislumbra um crescimento no curto prazo. "Cada vez mais o pequeno e médio empreendedor percebe a importância da web 2.0 para seu negócio e o retorno que pode apresentar no seu dia a dia", afirma Sandra. Líder entre os internautas, o Orkut é também a rede que conta com a maior adesão (75%) das empresas pesquisadas e que estão nas redes sociais. O Twitter aparece na segunda posição, com a participação de 36% dessas companhias, seguido pelo Facebook (26%) e pelo Youtube (11%). "O Orkut já é velho conhecido dos brasileiros e o Twitter vem crescendo exponencialmente devido à sua praticidade e rapidez", ressalta Sandra, que destaca também o potencial do Facebook. "A tendência é de que seu uso cresça", aposta a executiva. <b>Monitoramento</b> A pesquisa promovida pela ACSP mostra que embora seja pequeno o número de empresas que participam das redes sociais, metade do total (51%) monitora o que é dito sobre elas nessas plataformas. De acordo com o estudo, entre as companhias que pesquisam sobre o que é escrito a respeito delas, 61% contam com um profissional de marketing para fazer a sondagem. O trabalho é feito dia a dia, em 27% dos casos, ou semana a semana, em 41%. Desse total, contudo, 68% das empresas admitem não responder aos comentários feitos sobre elas nas redes sociais. "Isso não é de todo ruim", avalia Sandra. "Nas redes sociais, não é indicado ter uma atitude invasiva. O ideal é monitorar e responder a alguma solicitação ou queixa diretamente ao cliente. Muitas vezes, o cliente mesmo retorna àquela rede para fazer elogios à atuação da empresa", explica a coordenadora do estudo.
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