Genebra, 29 jul (EFE).- Antes da ratificação do pacto bilateral realizado entre a América Latina e a União Européia (UE) para reduzir a tarifa européia à importação de banana, os países do grupo ACP (África, Caribe e Pacífico) tentam obter compensações.

Ao contrário da América Latina, que tem que pagar um imposto (atualmente de 176 euros por tonelada) à UE pelo envio de bananas, o grupo ACP está isento deste encargo e é contra o corte conseguido ontem à noite por negociadores das principais nações latino-americanas exportadoras deste produto e de Bruxelas.

O acordo supõe uma redução do imposto alfandegário, progressivamente, a partir de 2009 até situá-lo em 114 euros por tonelada em 2016. Este encargo é aplicado aos países com o status das nações mais favorecidas, em sua maioria, latino-americanas.

Os países da América Latina dão por vencida a "guerra da banana" com a UE, que já dura 15 anos, mas falta a assinatura do acordo e enquanto isso os ACP tentam desesperadamente conseguir uma contrapartida.

A lei entre a UE e os países latino-americanos foi finalizada e "juridicamente" só afeta estas duas partes, que deram seu sinal verde, segundo fontes da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Já o grupo ACP manifestou hoje que permanece em desacordo e quer "ajuda por parte da UE ou uma solução para suas economias", declararam fontes diplomáticas de Camarões.

"Assim como (a UE) regulou suas diferenças com os países da América Latina, que o faça conosco", segundo a fonte.

Os contatos entre a Comissão Européia (CE) e os ACP continuarão e por esse motivo não houve ainda um reconhecimento oficial por parte de Bruxelas do pacto. EFE ms/bm/plc

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