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Acordo sobre pacote financeiro patina e democratas culpam McCain

O acordo sobre o plano de resgate do sistema financeiro americano patinava na noite desta quinta-feira, com os democratas acusando o candidato republicano à presidência, John McCain, de querer politizar o problema.

AFP |

O presidente americano, George W. Bush, que realizou hoje uma reunião sem precedentes sobre a crise financeira, na Casa Branca, esperava chegar "muito rapidamente" a um acordo com os parlamentares sobre o pacote, mas sua aprovação, dada como certa durante a tarde, não saiu.

Bush reuniu McCain, o candidato democrata, Barack Obama, e os líderes dos dois partidos, mas o otimismo visto na manhã de hoje deu lugar ao ceticismo, especialmente por parte dos democratas.

Segundo Harry Reid, líder da maioria no Senado, McCain atrapalhou as delicadas negociações no Congresso em busca do acordo sobre o plano de socorro ao setor financeiro.

"John McCain não fez nada para ajudar, apenas atrapalhou o processo", disse Reid em entrevista coletiva, antes de informar que os legisladores trabalharão durante esta noite em busca de um acordo.

O democrata Barney Frank, presidente do comitê de serviços financeiros da Câmara de Representantes, acusou McCain de buscar crédito político com a situação: "Acredito que isto é um estratagema do senador".

McCain voltou a Washington durante a tarde de hoje, exatamente quando os senadores do comitê bancário anunciavam a aprovação das grandes linhas do plano de socorro, mas após o encontro na Casa Branca, os legisladores dos dois partidos disseram que nada estava acertado.

"Ainda há muitas questões a serem resolvidas. Estamos avançando, mas ainda há muito o que discutir", afirmou Jim Manley, porta-voz de Reid.

Obama não criticou McCain e disse acreditar na aprovação do plano de socorro financeiro: "Penso que chegaremos a um acordo".

Entre os temas em debate, há a exigência dos democratas da aplicação de um projeto de socorro, de 56,2 bilhões de dólares, destinado a ajudar as famílias americanas abaladas pela crise financeira.

"Não podemos nos esquecer da classe média em nossas tentativas de resolver a crise de Wall Street", alertou Reid, em nota com o senador democrata Robert Byrd.

"Temos de adotar rapidamente outro plano de resgate econômico, que criará centenas de milhares de bons empregos americanos e evitará que serviços cruciais sejam prejudicados".

Mais cedo, os parlamentares americanos tinham anunciado um acordo sobre as grandes linhas do plano de resgate do setor bancário, de 700 bilhões de dólares.

"Obtivemos um acordo fundamental sobre um conjunto de princípios", disse o presidente da Comissão Bancária do Senado, o democrata Christopher Dodd, após a extensa reunião entre os líderes de ambos os partidos.

O senador Dodd comentou que, depois de três horas de discussões cruciais entre parlamentares democratas e republicanos, os negociadores dos dois lados resolveram submeter o texto de seu acordo aos responsáveis do Departamento do Tesouro.

"Chegamos a um acordo fundamental sobre uma série de princípios", completou Dodd, acrescentando que isso dará ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, "a autoridade e as verbas que pediu para agir".

A presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, disse hoje que a Casa Branca concordou com os princípios que seu partido quer incorporar ao plano, especialmente sobre o perdão envolvendo proprietários inadimplentes e a limitação das indenizações aos diretores de bancos.

"Está claro para a administração (Bush) que (...) os quatro princípios dos quais falamos são: a indulgência (com os proprietários de imóveis insolventes), a transparência, a igualdade e a indenização dos dirigentes de empresas financeiras", disse Pelosi.

"O presidente as aceitou ontem à noite, e é, portanto, um progresso", avaliou a líder democrata.

A classe média americana foi duramente abalada pela crise imobiliária, pela disparada dos preços do petróleo e dos alimentos e pelo aumento do desemprego, que atingiu 6,1% em agosto, seu nível mais alto em cinco anos.

me/lm/cn/LR

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