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Acordo para salvar Alitalia prevê corte de cerca de 3 mil postos de trabalho

Roma, 15 set (EFE).- O acordo firmado entre o Governo italiano e os sindicatos majoritários do país sobre o plano industrial para salvar a companhia aérea Alitalia prevê um corte de cerca de três mil postos de trabalho.

EFE |

O ministro do Trabalho italiano, Maurizio Sacconi, disse hoje à emissora de TV "Canale Cinque" que os cortes serão de aproximadamente três mil postos de trabalho, para os quais previu "um sistema de proteção muito sólido".

Porém, os cortes poderão chegar a 3,2 mil postos, de acordo com Raffaele Bonanni, secretário-geral do Cisl - segundo maior sindicato nacional -, em declarações ao jornal "Corriere della Sera", oportunidade na qual avaliou o acordo.

Segundo ele, esta é "uma premissa para o resto", embora tenha reconhecido que as negociações são "muito complexas".

Os quatro sindicatos majoritários (CGIL, CISL, UIL e UGL) chegaram a um princípio de acordo com o Governo sobre o plano industrial proposto pelos futuros compradores da Alitalia, à beira da quebra e em processo de privatização.

No entanto, este acordo não conta ainda com o consentimento dos sindicatos minoritários, que reúnem pilotos, assistentes de vôo e pessoal de terra, que se mostraram muito críticos com o documento firmado sem sua participação.

A oferta de compra apresentada pela Companhia Aérea Itália (CAI), que reúne dez empresários italianos, prevê a criação de uma nova sociedade com ativos e rotas rentáveis da Alitalia e da AirOne, a segunda maior do país.

O plano industrial (2009-2013) da CAI prevê que a nova Alitalia tenha 12,5 mil funcionários (mil a mais do que os previstos na primeira proposta): 1,55 mil pilotos, 3,3 mil assistentes de vôos e 7,65 mil entre técnicos, empregados e executivos, diz o acordo.

A nova companhia concentrará sua atividade no transporte de passageiros, incluindo atividade de vôo, terra, gestão de bagagens e uma parte da manutenção, enquanto a atividade de carga poderá ser confiada a uma empresa externa com participação minoritária da CAI.

Com uma capitalização de 1 bilhão de euros, a nova companhia aérea aparentemente não cotará em Bolsa antes de três anos e seus parceiros vão se comprometer a manter participação durante cinco anos.

As reuniões seguirão com os quatro grandes sindicatos nacionais e se espera que nesta tarde o Governo convoque os representantes de pilotos, assistentes de vôo e pessoal de terra.

Os cinco sindicatos que formam estes coletivos afirmaram ontem à noite que qualquer documento pactuado sem sua participação será "inútil e provocador".

As negociações com os sindicatos nacionais se centram agora na definição das modalidades de contratação, sobre a qual ainda não se chegou a um acordo, disse o ministro.

Quanto à possibilidade de haver cortes de salários de até 25%, Sacconi assegurou que na mesa de negociação "nunca se cogitou uma hipótese deste tipo", e acrescentou que poderá chegar a 6% ou 7%, no máximo, com o mesmo número de horas trabalhadas. EFE cr/fh/fal

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